A queda do Império Europeu: Terrorismo, Imigração, Fronteiras – por Elisabeth Lévy

A Viagem dos Argonautas

Falareconomia1

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

A QUEDA DO IMPÉRIO EUROPEU: TERRORISMO, IMIGRAÇÃO, FRONTEIRAS

Elisabeth Lévy, Revista Causeur – publicação autoriza

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* Agradecemos à autora Elisabeth Lévy e à Revista Causeur.

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Refugiados BLOQUEADOS na fronteira entre a Hungria e a Sérvia (Setembro de 2015).

Sipa. número do relatório: 00723425_000001.

Desintegração, naufrágio, queda, impotência, abulia: quando queremos colocar a Europa num destes registos, hesitamos entre dois registos semânticos, o da catástrofe e o da patologia. Mesmo os melhores crentes não podem ignorar que a sua bela quimera de todos os povos da Europa (esperando por poder dizer todos os povos do mundo) a darem-se as mãos para avançar para um futuro brilhante liberto no futuro de guerras e dos “egoísmos nacionais” está ainda para nascer.

Vista socialmente a partir de baixo, a Europa evoca um tipo de oficial-ajudante que se mete em tudo, que impõe regras absurdas para nos alimentarmos…

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Não é a Uber que tem de mudar, são os táxis

Farrusco

Em poucos minutos uma viatura de boa qualidade, chega ao local definido com um motorista educado para o levar ao seu destino. Música? Pode escolher já que se tiver a aplicação “Spotify” ligada no seu telefone, a música é a sua. Preço? Na versão básica da Uber, a Uber X, é mais barato do que um táxi.  Chegando ao final, o valor é cobrado diretamente no seu cartão de crédito o que acaba com o tradicional… “é que não tenho troco para notas de 5 euros”. No final, recebe no seu telefone um recibo e um pedido para avaliar o serviço entre 1 a 5 estrelas.

 Claro que um serviço como este tem tido imensas reclamações por parte dos proprietários dos táxis, que acusam a Uber de ser inseguro, ilegal, pouco profissional e de roubar empregos. Em vários países já se registaram ataques violentos de taxistas aos motoristas do Uber…

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No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Sábado, 29/04/2016)

Autor                      Pacheco Pereira

Em 2016, ainda tem sentido comemorar o 25 de Abril? Tem todo o sentido. Está a liberdade adquirida? Podemos descansar nas comemorações do passado? Não. Não está. Não podemos descansar. Três riscos corre hoje a nossa liberdade:

1. Primeiro, o risco de perdermos o controlo democrático sobre o nosso país. O risco de que o nosso voto valha menos ou não valha nada. O risco de ter um parlamento que não pode cumprir a sua mais nobre função: decidir sobre o orçamento dos portugueses. O risco de termos também nós, como os colonos americanos no taxation without representation, e que fizeram uma revolução por causa disso. O risco de sermos governados de fora, por instituições de dúbio carácter democrático, que decidem sobre matérias de governo, em função de interesses que não são os interesses nacionais, e cujos custos o povo português…

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Para a nossa direita radical o Papa é do MRPP

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 30/04/2016)

Autor               Pacheco Pereira

É muito interessante ver aquilo que são os bas-fonds da nossa direita radical, entre comentários, blogues e twitter.


Peço desculpa ao Papa por usar o seu Santo nome em vão. Peço desculpa ao MRPP ao chamá-lo para estas coisas entre a santidade e asneira. Mas é muito interessante ver aquilo que são os bas-fonds da nossa direita radical, entre comentários, blogues e twitter.

Não, não estou a falar do PNR, estou a falar de apoiantes do PSD e do CDS, do extinto PAF, muitos “jotas”, mas também gente adulta que enfileirou nos últimos cinco anos do “ajustamento”, vindas de alguns think tanks e amadores da manipulação comunicacional que se formaram nestes anos. São também alguns colunistas no Observador, no Sol, no extinto Diário Económico e nos sites que estes jornais patrocinam com colaboração gratuita para formar uma rede de…

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Afinal, em que pé estamos?

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Jornal de Negócios, 29/04/2016)

bb1 Baptista Bastos

Há muito tempo que não tínhamos um Presidente da República com este estofo e estilo. Lembra os primeiros Presidentes republicanos, que se misturavam com o povo para o sentir e ouvir.


As comemorações do 25 de Abril tiveram, este ano, uma enorme dimensão de afecto e de participação. As condições políticas e sociais são outras. E o próprio Presidente da República, com a presença e palavras estimulantes, “descrispou” o sufocante ambiente em que vivíamos. “A Direita terá de encontrar outro caminho”, disse, depois de apelar a consensos no que considera fundamental. Marcelo Rebelo de Sousa percebe, e disse-o, que não podemos andar em campanhas eleitorais permanentes, pois os ideais democráticos desgastam-se. Não esqueçamos de que Marcelo, há anos, disse que “a Direita é a mais estúpida da Europa.” E não parece ter alterado a opinião. Não sei se é a “mais…

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Um certo Abril*

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Correio da Manhã, 27/04/2016)

bb1 Baptista Bastos

O que foi não voltará a ser. Mas temos de estar sempre preparados para a felicidade, acaso para a descobrir ou inventar. As imagens ditosas desses dias antigos estão delidas. Fomos envelhecendo quase sem dar por isso e aquele ali já não sou eu, nem ela é ela: somos outros com a absurda ilusão de que somos os mesmos.

Passámos pelo tempo. O tempo não magoa: pune; não damos por ele, mas ele dá por nós. Numa igreja dos Altos Pirenéus está inscrita esta sentença, em forma de velado aviso: “Todas as horas nos ferem; a última mata-nos.”

Vivemos rodeados de perigos; porém, o prestígio da palavra revolução exultava-nos e convidava-nos a ir em frente. As revoluções são produto de jovens: são os beijos que nos eram proibidos, os beijos frescos e felizes que prendiam o tempo, e parecia que os…

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Mariana Mortágua, Líder da oposição

A Estátua de Sal

 (In Blog O Jumento, 28/04/2016)

via Mariana Mortágua, Líder da oposição — O JUMENTO

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É suposto o governo governar e a oposição procurar discutir as suas decisões apresentando alternativas. Se o critério para definir o que é ser oposição for este teremos de concluir que quem lidera a oposição em Portugal é a Mariana Mortágua.

Outro critério poderá ser o da visibilidade pois a comunicação social comportar-se-á como os espectadores de um jogo de ténis, olham alternadamente para o primeiro-ministro e para o líder da oposição, neste caso também não restarão dúvidas de que a Mariana Mortágua é mesmo a líder da oposição, a seguir ao primeiro-ministro e ao Presidente da República é o político (ai que me vão chamar nomes por causa dessa coisa do género) que mais está presente nas primeiras páginas.

Passos Coelho andou quase seis meses armado em primeiro-ministro no exílio, no congresso prometeu ser activo e…

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