Anticapitalismo, agora contra as mega-corporações

A Estátua de Sal

(Brid BrennaneGonzalo Berron, in Blog OutrasPalavras, 30/01/2017)


transnacionais

Cresce, entre ativistas de todo o mundo, ideia de que não basta denunciar governos. As transnacionais são o centro do ataque aos direitos. É preciso enfrentá-las.


Os efeitos da atual crise do capitalismo tornaram-se mais manifestos globalmente em 2016, provocando inesperadas reviravoltas políticas. Contudo, as pessoas mais severamente atingidas pela atual crise econômica escolheram, em sua maioria, apoiar figuras e posições políticas [1] contrárias às formuladas durante anos pela esquerda altermundista, também conhecida como movimento por justiça global. Em parte, isso se deve ao fato de que, na primeira rodada de respostas ao neoliberalismo na América Latina, as forças políticas progressistas fracassaram [2] – seja por fraqueza ou por projeto – em desmantelar os mecanismos que contribuem à consolidação do “capitalismo extremo”, hoje globalmente hegemônico. Essa forma de capitalismo apresenta, somada às suas contradições clássicas, “extrema concentração de riqueza e…

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Trump, o rei dos tempos modernos

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 28/01/2017)

Autor            Pacheco Pereira

Imaginem uma mistura de um comentador anónimo cheio de fúria com todos que não são ele próprio com um troll da Internet e alguém que vive entre “gostos” e conflitos nas redes sociais, um participante num reality show, um espectador obsessivo de televisão do crime, do sangue, dos escândalos, dobrado de um dos banqueiros que nos fez chegar à crise de 2008, um dos empresários que faz parte da lista das imparidades da Caixa, do BES, de tudo quanto é banco e continua a viver como se nada fosse, um menino mimado, um bully que se sente impune para ameaçar quem quiser e tem alguns meios para ser temido nessas ameaças. Ao fazer isto tudo, ou algumas destas coisas, ao ter alguns destes vícios e obsessões, fica-se a pensar e a actuar de uma determinada maneira?…

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Tu capitulaste, Pedro!

A Estátua de Sal

(Joaquim Vassalo Abreu, 25/01/2017)

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Eu não vou voltar a falar dos inúmeros conselhos que já te dei, já amplamente aqui divulgados, mas dos quais tu fizeste sempre letra morta. O mesmo fiz ao Seguro e sabes bem o que lhe aconteceu. Mas pronto. Tu fizeste as tuas escolhas e eu, pensando melhor agora, julgo saber porquê: Tu ficaste emocionado e comovido com a vitória de Trump! E viste ali o teu caminho…

…O caminho do “contra tudo”! E o do “Portugal acima de tudo”. E, ainda por cima, encontraste na Inglaterra mais uma aliada. E julgo que esqueceste mesmo a tua diva, a Merkl. E qual é o caminho, por ti sempre sonhado? Fazer de Portugal uma Singapura! Esse é que era e é o teu sonho. Um sonho interrompido pela própria Troika, que tu combateste querendo ir mais, muito mais além…

E, desolado e desiludido por o Povo não…

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A TSU e a (des)concertação

A Estátua de Sal

(Manuel Carvalho da Silva, in Jornal de Notícias, 22/01/2017)

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Ainda não consegui descortinar razões profundas que tenham justificado o imbróglio criado por Governo, confederações patronais e UGT, ao assumirem a descida da TSU como “moeda de troca” para a atualização do salário mínimo nacional (SMN) no valor que o Governo já havia determinado, no pleno exercício das suas responsabilidades e no cumprimento de compromissos estabelecidos com a base parlamentar que o apoia.

O Governo sabe que: i) essa redução tem implicações diretas no Orçamento da Segurança Social; ii) choca, no plano concetual e simbólico, com fundamentos do nosso sistema de Segurança Social; iii) é indutora de práticas patronais que favorecem políticas de baixos salários. Talvez por tais razões essa medida não constava no programa do Governo.

Da parte das confederações patronais, a aposta nesta opção é muito questionável. Para a esmagadora maioria das empresas portuguesas, que são pequenas e médias…

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Gato escondido com rabo de fora

A Estátua de Sal

Passos diz que é contra a descida da TSU para as empresas. Mas o que ele é mesmo é contra a subida do salário mínimo. Sempre foi contra os trabalhadores, sempre quis que a miséria e a fome aumentassem. Tudo para a cáfila, nada para quem trabalha e, de facto, cria riqueza. E até o preopinante da Direita, Lobo Xavier, o diz com todas as letras. Mas é ver o vídeo para se concluir como se engasgam todos, o Rangel, o Leitão Amaro e companhia quando a questão lhes é directamente colocada. Respondem todos a assobiar para o ar, e bla, bla, bla, bla… 

Estátua de Sal, 24/01/2017


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Fonte do vídeo aqui

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Eis como a Presidência de Trump se irá desenrolar

A Estátua de Sal

(Pepe Escobar, in GlobalResearch, 21/01/2017, Tradução por Estátua de Sal)

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Nota: Este texto merece ser lido. Nele se tenta perceber quais as orientações da nova administração dos EUA, não em função da análise do carácter, da psicologia e dos discursos de Trump – que é apenas aquilo que os nossos comentadores sabem fazer e a maioria das pessoas sabe discutir, aderindo ou recusando -, mas sim em função dos profundos interesses e confrontos de ordem geopolítica e geoeconómica que se estão degladiar. Percam as ilusões aqueles que se ficam pela superfície das imagens e acham que Trump não passa de um pateta alegre, ou de um doido varrido. Mas ainda que ele o fosse, as gentes ocultas que o apoiam e comandam são tudo menos patetas ou alucinados. Tal como as gentes, também ocultas, que o atacam e que farão tudo para o destruir. Quem acha que a contenda principal…

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O BERNARDITO e o RICARDITO!

A Estátua de Sal

(Joaquim Vassalo Abreu, 23/01/2017)

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Parece dupla de palhaços, mas não é, descansem. São jornalistas e foram engravatados, entrevistar o Sr. Presidente.

Era a sua coroa de glória: Iam entrevistar o mestre dos baralhos, um sábio prestidigitador, o cenografista maior do reino, três estrelas Michelin em vichyssoises, nadador emérito, beijoqueiro empedernido, mais tudo o que à cabeça agora não me vem, mas Sr. Professor Doutor e Sr. Presidente da República, até agora isento e sem mácula.

Tarefa árdua para qualquer um, que não para eles. Um, o Ricardinho, jornalista encadernado e experiente, mais timorato e prudente. O outro, o Bernardito, tendo Ferrão no nome, pensou ser uma serpente e, num assomo de sedução e enleio, como se na sua frente uma Cleópatra estivesse, tentou com veneno atingi-lo.

Mas o Bernardito, coitadito, pensando que sendo um Ferrão, podia ser também galifão, para tal só possuía um ferrãozito…coitadito.

É que o Bernardinho, coitadinho…

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“Cristo morreu, Marx também…”

A Estátua de Sal

(Castro Guedes, in Público, 16/01/2017)

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Talvez nunca o mundo tenha sido tão incerto e inseguro para a Humanidade. A instabilidade é dominante: não sabemos se desaba uma guerra de proporções gigantescas, se vamos ter ou arranjar trabalho, se alguma doença se instala, se um cataclismo natural ocorre arrasando a cidade, se o vizinho do lado afinal é um terrorista ou um sociopata, se aquele que foi nosso amigo toda a vida não nos vai trair por uma qualquer ambição pessoalíssima. E sabemos que morrem mais de 20 mil crianças à fome ou por doença e falta de cuidados básicos diariamente, que há guerras infindáveis e propositadamente assim provocadas e mantidas, que há cada vez menos segurança e menos espaço e menos direitos no mundo do trabalho, que por cada doença debelada surge um novo vírus.

E sabemos que a par de coisas tão espantosas como a criação da ‘realidade aumentada’ que…

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The Portuguese Tea Company

Salt of Portugal

Composit Companhia do Chá.jpg

Portugal played a leading role in the trade with the Far East after Vasco da Gama discovered the sea way to India in 1498. One of the commodities brought from the orient by the caravels were the dried leaves of a plant called Caméllia sinensis. The Portuguese called these leaves and their infusion chá, after the Cantonese word chàh. Their Dutch rivals preferred a word from China’s Fujian province: tea.

When Catherine of Braganza, a Portuguese princess, married Charles II of England in 1662, her trousseau included a basket of tea leaves. She used them to throw tea parties at court. These parties were such a success that drinking tea became a fashion that endures.

Two centuries later, Wenceslaus de Moraes, a Portuguese diplomat who lived in the orient, wrote a poetic book called The Cult of Tea. His goal was to introduce Europeans to the ancient art of serving tea.

Despite…

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Coragem

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Sábado, 13/01/2017)

Autor               Pacheco Pereira

Nos depoimentos, declarações, artigos e memórias sobre Mário Soares começa a esboçar-se uma espécie de censura ao Mário Soares do seu último combate político: contra a troika, contra o governo de Passos Coelho e contra as sucessivas violações da Constituição em que este era contumaz. Ou seja, a iniciativa da Aula Magna. Soares estava já muito enfraquecido, tinha lapsos de memória, mas sabia muito bem o que queria e era uma máquina de vontade sem hesitações, levando tudo à sua frente, como sempre fizera em toda a sua vida. Telefonava a este e àquele e pude assistir como comentava de forma pouco amável quem se escusava por razões de conveniência ou receio, e foram alguns. Soares detestava tudo aquilo que lhe parecia cobardia política, e essa era uma das distinções que fazia com frequência, entre…

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