A corja

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Correio da Manhã, 30/12/2015)

bb1 Baptista Bastos

O empreendimento de destruição do Estado Social, levado a cabo por Pedro Passos Coelho e os seus, atrasou o País, civilizacional e económica e culturalmente, pelo menos dez a quinze anos. É um projecto monstruoso, tido como salvação do capitalismo e realizado por um homem desprovido de dimensão intelectual e política, e com muito poucos escrúpulos sociais.

Com o decorrer das semanas vamos tomando conhecimento da dimensão do desastre. Se o caso Banif adquiriu características de uma ocultação tenebrosa, e levou Passos, como medida de precaução pessoal, ao apoio a Costa, a pouca-vergonha chega a ser degradante. Tal como a declaração de fim-de-ano quando, falsamente humilde, disse à puridade que os portugueses e Portugal estavam na primeira linha das suas prioridades.

O escândalo do Hospital de São José veio a seguir e custou a vida, por ausência médica, de um jovem…

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O desafio da esperança

Viver Ramalde - Viver o Porto

“(…) Ao fim de tanto tempo e depois de tantos projectos e sonhos de regeneração olhamos o panorama social e comprovamos que por detrás das aparências e o verniz da modernidade, continuamos os mesmos mesquinhos e atrasados de sempre.

Para nos defendermos da banalidade, desmascarar e nos pormos a salvo dos discursos demagógicos, mentirosos e mesmo ridículos de muitos dos nossos políticos e dirigentes, necessitamos de um governo ilustrado, que acredite na evidência de que o progresso e a grandeza de um país se constroem com a força, a inteligência e a esperança mobilizada de todo um povo.

Tarde ou cedo, esse vai ser o grande desafio de António Costa, a sua grande oportunidade histórica. Perante as dificuldades, perante a incerteza, nesse momento a opção não será recuar.

O repto será marcar o seu tempo, fazer história, e dirigir sem preconceitos, nem medo, todos os portugueses na construção de um…

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Pedro Arroja o…?

Farrusco

Um artigo de Joao Madeira no I Bem interessante sobre uma especie rara: Pedro Arroja!

arroja

Destacam-se algumas pérolas desta personagem surreal:

Uma longa entrevista à “Grande Reportagem” no início dos anos 90, à jornalista Fernanda Câncio, explanou o seu pensamento. Em termos ideológicos, Arroja pode considerar-se um economista liberal, mas com mais condimento do que o habitual. Se os liberais clássicos defendem a saída do Estado da economia, Arroja defende a saída do Estado de tudo o que mexa. Na entrevista, defendeu a privatização da polícia, a privatização dos tribunais e o fim da legislação que impede o trabalho infantil. “Se a criança vai ou não trabalhar, é com os pais”.

Acabaria com o ensino obrigatório e defendeu a mercantilização das eleições, com a livre compra e venda de votos. “É precisamente a pensar nos pobres que eu punha a questão da transacção do voto. Se uma pessoa tem direito…

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