Cara por cara, não gostamos da sua

A Estátua de Sal

(Por Estátua de Sal, 26/04/2017)

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Estive a ver o debate quinzenal na Assembleia da República e fiquei com um sentimento de alguma perplexidade. Explico. Nas interpelações ao Governo, na pessoa de António Costa, as questões mais críticas e melhor articuladas sobre as políticas do governo vieram do PCP e do BE, que apoiam o governo, e não do PSD nem do CDS. Quer dizer, a oposição da direita é um flop, um bluff, não consegue dizer nada de substantivo que vá além do episódio de circunstância. Quais as razões?

 António Costa é um hábil político. No que toca às questões de fundo, que derivam da condução das políticas económicas de acordo com as regras europeias quanto ao déficit, Costa assumiu a agenda da direita, quer ser cumpridor, e mostrar que o consegue ser com mais eficácia e melhores resultados. Até ao momento tem conseguido atingir tal objectivo. Logo, como pode…

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A grande aposta das eleições presidenciais francesas: O Governo Global contra as pessoas

A Estátua de Sal

(Por Diana Johnstone, GlobalReaearch, 04/04/2017, Tradução Estátua de Sal)

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Este texto revela quem é Macron e é o retrato lamentável de como está a esquerda socialista francesa. Venderam a alma à grande finança. Agora vendem o que resta do corpo e de passagem o que resta da França. Quando se põem de joelhos a rezar avé-Marias a este sinistro personagem para que seja ele a derrotar Marine Le Pen, está tudo dito. É só encomendar o caixão e uma cova bem funda para o Partido Socialista Francês.

Estátua de Sal, 21/04/2017


As eleições presidenciais francesas de 2017 não são uma brincadeira. Elas estão a erigir-se como um confronto altamente significativo entre duas conceções profundamente opostas da vida política. Por um lado, a governança, que significa a gestão conjunta da sociedade por uma elite cooptada, com base no modelo das corporações empresariais. Por outro lado, o sistema tradicional chamado “democracia”, ou seja…

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Ri-te, ri-te…

A Estátua de Sal

(In Blog O Jumento, 17/04/2017)
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Vítor Gaspar foi um gigantesco erro de casting, falhou em toda a linha, gozou com o seu pobre colega da economia, lançou a economia em recessão e não conseguiu controlar o défice, acabou por fugir, o FMI deu-lhe um tacho para evitar ser vaiado sempre que fosse à rua. Mas os seus tiques salazaristas fizeram dele um herói, um modelo de competência, já era ele que mandava no governo, Passos Coelho que se cuidasse e quando se demitiu dedicou a carta à liderança.
Maria Luís, ainda mais modesta em recursos académicos do que o antecessor, era apresentada como economista de dimensão internacional, o ministro das Finanças alemão não a convidou para escrever um artigo para publicar o site do seu ministério, mas encenou um seminário em Berlim para exibir esta sumidade do sul. A pobre rapariga acabou por ser prejudicada pelo papel que a…

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Santificado seja o teu nome, Donald

A Estátua de Sal

(Francisco Louçã, in Público, 14/04/2017)

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Nasceu uma estrela. Trump passou a ser um estadista, falou pelo mundo. Trump passou a ter sentimentos, ficou incomodado com as imagens do ataque químico a Khan Sheikhoun. Trump passou a ser ponderado, não reagiu pelo Twitter mas sentou-se no gabinete de crise. Trump deixou de ser amigo dos russos, ou pelo menos amigo dos amigos dos russos, é cá dos nossos. Trump passou a ser melhor do que Obama, porque Obama acabou por aceitar a sugestão de Trump (vire as costas à guerra na Síria) e Trump não seguiu Obama que tinha seguido Trump. Trump passou a ser bem informado, ouviu os conselheiros. Trump passou a ser confiável, é o nosso escudo, é o nosso líder. Trump bombardeou o Iraque, que afinal é a Síria, mas o que importa é que bombardeou. Trump bombardeou a Síria, que afinal não é o Iraque, e logo…

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