Técnica para desqualificar um interlocutor com quem não se concorda

VAI E VEM

Diário Económico logo_bigO director do Diário Económico (DE) brindou-me hoje com um post-scriptum no seu editorial, onde critica um texto que publiquei neste blog, no qual analiso a entrevista do seu jornal ao candidato à liderança do PS, António Costa. O director do DE vem a reboque da discussão de um post no Facebook, de Paulo Ferreira, um dos jornalistas que fez a entrevista a António Costa, em resposta ao meu texto.

O director do DE refere no seu editorial que fui “antiga assessora de Imprensa de Mário Soares e, mais recentemente, membro do ERC (elementos do meu CV que, pelos vistos, o director do DE considera relevantes para me criticar, visto que os seleccionou para apoiar a sua crítica à minha pessoa). Completa depois o meu “perfil,” afirmando: “Serrano é, de forma pública e notória, apoiante de Costa nas primárias do PS, mostrou não ter capacidade de…

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De como um advogado “ensinou” aos jornalistas como se faz investigação jornalística.

VAI E VEM

Logotipo do Banco de PortugalUma sociedade de advogados, ou melhor, o advogado Miguel Reis, por sinal especialista em Direito da Comunicação, perante a recusa de uma fonte (o Banco de Portugal) de lhe fornecer um documento (a acta da reunião  em que foi decidido o  fim do BES e a criação do Novo Banco), foi à procura dele, seguindo-lhe o rasto, isto é, investigando os procedimentos previstos para as actas do BdP. Na posse desse documento (a acta de 3 de Agosto)  e verificando a sua importância, deu dele conhecimento público na sua página electrónica.

Este exemplo, que no dizer do advogado Miguel Reis “não tem nada de extraordinário”, constitui uma lição para muitos jornalistas que em vez de estudarem as regras e os processos  que regem o funcionamento das instituições sobre as quais escrevem e seguirem os procedimentos adoptados pelos seus decisores, se agarram ao telefone e à internet, ficando à mercê do que uma…

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Como no Evangelho, ainda haverá um “bom ladrão”?

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A criação do Novo Banco foi, pode dizer-se, ao nível da comunicação uma operação conseguida. As primeiras páginas dos jornais e as aberturas dos telejornais e dos noticiários radiofónicos citavam as palavras do governador e os comunicados do governo e da Comissão Europeia. As muitas dúvidas suscitadas pela solução encontrada ficaram sem resposta porque o governador do BdP avisou que não respondia a perguntas. O discurso jornalístico não destoou, uma vez mais, do discurso oficial.

jornais capas

É um jornalismo de citação de comunicados e discursos das entidades oficiais: “foram afastadas as incertezas”; “a solução é a que melhor contribui para proteger os contribuintes”; “é preciso transmitir tranquilidade”. capa jornai i

A estratégia do governo de transferir todo o protagonismo e responsabilidade da decisão para o governador do Banco de Portugal surge como uma tentativa do governo de “lavar  as  mãos” para o caso de as coisas virem a não correr bem.  Passos Coelho continuou…

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José Sócrates: um case study sobre a justiça e os media

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Nas redes sociais brinca-se com as notícias que volta e meia surgem apresentando  José Sócrates como suspeito de qualquer coisa. Daniel Oliveira, no Expresso, chama-lhe “o suspeito disto tudo”.

A visibilidade mediática de José Sócrates é um case study para  analistas e investigadores das relações entre a política, os media e a justiça. Sócrates é o protagonista ideal para estudar essas relações.

A insistência com que Sócrates continua a surgir nas capas de jornais e revistas associado a “casos” de justiça, como mostram a edição desta quinta-feira da revista Sábado e o Correio da Manhã dos últimos dias, é objecto de várias interpretações: uns consideram-no culpado nos casos  Freeport, Face Oculta, entre outros – apesar de não ter sido acusado pela justiça. Para esta corrente, representada sobretudo pela TVI de Moura Guedes e Moniz e pelo jornal Sol, Sócrates não foi acusado porque teve a protecção do ex-procurador-geral, Pinto…

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