Para que o Brasil nao esqueça, para que nunca ninguem esqueça

Farrusco

Faz hoje 52 anos que um golpe militar, no Brasil, instaurou uma ditadura.

A este proposito Leonardo Sakamoto escreveu este post de leitura obrigatória:

“O ódio. Eu não consigo, até agora, entender de onde vinha tanto, tanto ódio.”

A dúvida de Maria Aparecida bem caberia na polarização tacanha de 2016, em que deixamos de nos reconhecer como semelhantes simplesmente por pensarmos diferente, passamos a enxergar inimigos em cada esquina. Mas é mais antiga.

Durante as sessões de tortura realizadas no 36o Distrito Policial (local que abrigou a Oban e, posteriormente, o DOI-Codi, na capital paulista), durante a ditadura civil-militar, os vizinhos do bairro residencial do Paraíso reclamavam dos gritos de dor e desespero que brotavam de lá.

Tente dormir tendo, ao lado, um ser humano sendo moído em paus-de-arara, eletrochoques, “cadeiras do dragão” e tantos outros métodos criativos aplicados na resistência por militares e policiais. As reclamações cessavam com rajadas de…

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Se Dilma cair, a Lava Jato é cancelada.

incomodativa

Com 51,64% dos votos válidos, contra os 48,36% obtidos pelo candidato Aécio Neves, Dilma Roussef venceu o segundo turno das eleições presidenciais de 2014. A disputa foi acirrada pelas revelações da Operação Lava Jato, levando à escandalosa capa da revista Veja: “Eles sabiam de tudo“, disponível nas bancas três dias antes do segundo turno. Um escândalo! Ainda assim, Dilma ganhou.

No dia seguinte às eleições, houve a primeira manifestação pró-impeachment, convocada via facebook, com previsão de 30.000 pessoas e atendida por apenas 30, levando ao comentário sarcástico de que os “robôs não comparecem” ao evento. Passados seis dias das eleições, em 1º de novembro, São Paulo ouviu o clamor de 2.500 pessoas pelo impeachment da presidente reeleita; falava-se em intervenção das forças armadas, instauração de governo militar e o despacho de petistas à Cuba. Duas semanas depois, em 15 de novembro, nova manifestação tomou as ruas…

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Da burka ao colete de explosivos

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 26/03/2016)

Autor                        Pacheco Pereira

Acabar com o Daesh é possível por meios militares, mas nos últimos vinte anos emergiu uma realidade política e religiosa de natureza muito violenta que existe muito para além do terreno sírio e iraquiano, e está nas nossas cidades.


Recentemente estive num país europeu onde um dos aspectos em que as ruas mais visivelmente mudaram foi o número cada vez maior de mulheres com niqab e algumas com burka. Um niqab, que mostra apenas os olhos da mulher, ou a burka que nem isso mostra, não é nada que passe desapercebido, deixando a milhas o vulgar lenço na cabeça muitas vezes usado com uma roupa em nada diferente da que traria uma rapariga não muçulmana qualquer, ou um mais envolvente hijab, ou um chador, que pela sua preocupação de tapar todo o corpo da mulher, com excepção da…

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Quatro sombras afligem a realidade brasileira

Leonardo Boff

 Em momentos de crise, assomam quatro sombras que estigmatizam nossa história cujos efeitos perduram até hoje.

A primeira sombra é nosso passado colonial. Todo processo colonialista é violento. Implica invadir terras, submeter os povos, obriga-los a falar a língua do invasor, assumir as formas políticas do outro e submeter-se totalmente a ele. A consequência no inconsciente coletivo do povo dominado: sempre baixar a cabeça e levado a pensar que somente o que é estrangeiro é bom.

A segunda sombra foi o genocídio indígena. Eram mais de 4 milhões. Os massacres de Mem de Sá em 31 de maio de 1580 que liquidou com os Tupiniquim da Capitania de Ilhéus e pior ainda, a guerra declarada oficialmente por D.João VI em 13 de maio de 1808 que dizimou os Botocudos (Krenak) no vale do Rio Doce manchará para sempre a memória nacional. Consequência: temos dificuldade de conviver com…

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São ladrões, mas não são presos, é tudo legal…

A Estátua de Sal

(Dieter Dillinger, in Facebook, 21/03/2016)

dillinger      Dieter Dillinger

O Estado Português está a ser ROUBADO em mais de 500 milhões de euros pela Holanda que aceita as falsas sedes da grandes empresas portuguesas do PSI 20.
Segundo o jornal Negócios, no final de 2015 foram distribuídos dividendos das empresas cotadas na bolsa – apenas 18 – no valor de 2,23 mil milhões de euros, dos quais dez grupos empresariais nacionais e estrangeiros levaram mais de metade. Cerca de 2/3 desse montante não pagou a taxa liberatória portuguesa de 28%, mas apenas a holandesa de 5%.


A família que mais recebeu foi a dona da Sociedade Francisco Manuel dos Santos que detém 56,1% do grupo Jerónimo Martins com sede na Holanda que terá recebido 461,7 milhões de euros, roubando ao Fisco 129,27 milhões de euros. E o velho Soares dos Santos ainda tem a lata de vir para a televisão seu…

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Passos Coelho já não se ri

A Estátua de Sal

(Bernardo Ferrão, in Expresso Diário, 24/03/2016)

ferrao                                  Bernardo Ferrão

No dia em que Mário Centeno se estreou no Parlamento, já lá vão três meses, foram notícia as gargalhadas de Passos Coelho. Sentando no seu novo lugar, na primeira fila da oposição, enquanto ouvia o ministro, o ex-PM ria-se muito. E com gosto. Na semana passada, quando o Orçamento do Estado foi aprovado, Passos já não se riu, bem pelo contrário, esteve sisudo, esfíngico mesmo – pudera! António Costa tinha superado mais uma etapa.

Toda a gente reconhece, incluindo o próprio primeiro-ministro, que, apesar dos obstáculos que têm sido ultrapassados, a tarefa para o Governo não é fácil. O equilíbrio entre Bruxelas e as esquerdas exige engenho político diário e grandes doses de jogo de cintura – mas Costa já mostrou ser exímio nessas artes. Mas se para o PM o caminho é de pedras, Passos sabe que, também…

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