Eating with the best people in Vila Real

Salt of Portugal

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“I’m sorry, but we cannot accommodate you. We won’t have a free table any time soon,” said Eleutério Lameirão in a serious tone that agreed with his solemn name. His small restaurant, located in a residential area of Vila Real, was full of regular customers.

Before we left, we took a glance at the menu and found a quote by Julia Child: “People who love to eat are always the best people.” Inspired by this quote, we decided to wait. Eleutério gave us a puzzled look, but fifteen minutes later he had a table for us.

We ordered rissois, fried breaded dough shaped like a half moon with a shrimp or meat filling. Eleutério brought them to the table and waited around to see our reaction. They were crispy on the outside and full of flavor on the inside.  When we said “wow, these are amazing!” Eleutétio abandoned his shy demeanor and smiled, pleased by our reaction…

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Quem se mete com Costa não leva… nada

A Estátua de Sal

(Pedro Santos Guerreiro, in Expresso Diário, 25/11/2016)

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Quando, há um ano, António Costa anunciou a sua equipa ministerial, aqui a chamámos “um governo teso” – pelo óbvio duplo sentido coloquial. Teso porque sem dinheiro para investimento público que seria necessário; teso porque rijo politicamente para o que seria inevitável. Assim foi. Mas num governo em que centraliza a gestão de todos os dossiês difíceis, o mais teso foi mesmo António Costa.

A estabilidade política no final do ano foi conseguida à custa de uma instabilidade permanente ao longo desse ano, resultante de duas mesas de negociação que estiveram sempre abertas, cada uma delas com forças contrárias à da outra. Na mesa interna, a negociação permanente com o PCP e com o Bloco de Esquerda; na mesa externa, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. No primeiro ano, Costa venceu porque prevaleceu: as negociações foram feitas à custa de cedências…

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As sondagens valem o que valem

A Estátua de Sal

(Nicolau Santos, in Expresso Diário, 25/11/2016)

nicolau

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa devem estar contentes. Uma sondagem coloca-os, ao primeiro como um dos presidentes mais populares de Portugal, e ao segundo como líder de um partido que está à beira da maioria absoluta. Mas o mundo está demasiado perigoso e instável para que deitem foguetes. Tudo pode mudar rapidamente e para novas eleições falta ainda muito tempo.

Primeiro, o Presidente da República. É verdade que Marcelo sucede a um Presidente que saiu de Belém com a mais baixa taxa de popularidade de sempre – nota média de 7,7 e apenas 48% de avaliações positivas em Dezembro de 2015, segundo a sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica. É verdade que Marcelo era amplamente conhecido da generalidade dos portugueses devido às suas intervenções televisivas dominicais. É verdade que Marcelo é hiperativo. Mas não…

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A pós-verdade não começou em 2016

A Estátua de Sal

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Está muito na moda entre as elites do poder falar da preocupante entrada numa era da “pós-verdade”. Foi até considerada a palavra do ano. É preciso ter descaramento, já que, na economia política, há muito que muitas dessas mesmas elites nos vendem mentiras descaradas, da direita a uma certa esquerda. Lembram-se quando a modernização financeira…

via A pós-verdade não começou em 2016 — Ladrões de Bicicletas

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Por que uma nova esquerda é necessária

A Estátua de Sal

(Por Christophe Vieira, in Outras Palavras, 21/11/2016)

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Vitória de Trump abala projeto neoliberal, mas leva ao poder direita autoritária. Quem lutará, agora, por justiça, igualdade e soberania popular?


A eleição de Donald Trump – cuja primeira explicação é a rejeição, no seio das classes populares, de Hillary Clinton, a encarnação do pior conluio entre dinheiro e política – confirma o “momento populista” mundial [1].

O que se percebe por trás desse “momento” intensamente politico?

O deslocamento de nossas democracias. Em direção a quê? A regimes tipo “autoritários identitários” [2], se a esquerda não trabalhar, pelo menos nas lutas que a caracterizam, em favor de uma “radicalização da democracia” [3], que esteja a serviço de três ideias: soberania, igualdade e justiça. Três marcadores progressivamente abandonados pela esquerda realmente existente, em especial nos Estados Unidos e na Europa.

Populismo de direita: “entre nós, e todos contra nós”

Não há esperança, mas uma…

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O país que perdeu quase tudo sem dar por isso

A Estátua de Sal

(Nicolau Santos, in Expresso Diário, 21/11/2016)

nicolau

O país amanhece hoje com mais um banco controlado por capitais chineses. O grupo privado Fosun passa a deter 16.7% do capital do BCP, tornando-se o maior acionista individual, através de uma operação de aumento de capital, pelo qual paga 175 milhões de euros. Fica aberto o caminho para chegar aos 30% e conta já com a luz verde do BCE para esse efeito. Também os direitos de voto vão subir do atual limite de 20% para 30%. A entrada dos chineses mereceu o acordo dos outros principais investidores, nomeadamente os angolanos da Sonangol e os espanhóis do Sabadell. A Fosun já controla a companhia de seguros Fidelidade e a Luz Saúde. Mas a entrada no BCP far-se-à através de uma entidade chamada Chiado.

O negócio é excelente para o banco, que precisava de estabilidade acionista e de aumentar capital, até porque…

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O PSD ainda à procura

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Jornal de Negócios, 18/11/2016)

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Já se viu que Passos Coelho não serve, nem possui estatuto e compleição de combate para períodos desta natureza.


A espectacular descida nas intenções de voto do PSD parece ter desanimado muita gente, incluindo Pedro Passos Coelho. O homem é outro agora, e as suas intervenções públicas são marcadas pela evidência do desânimo. Passos nunca foi, de facto, um dirigente político operoso e com ideias. Um dia, disse ao país que o país tinha de empobrecer. O país estava nas lonas e estremeceu de susto. Ligeiro e breve, Passos aplicou, de imediato, uma série de leis e de princípios que deixaram os portugueses perplexos e mais pobres. Parece que os dirigentes de direita da União Europeia ficaram muito contentes e felizes. Foi uma debandada geral dos nossos mais jovens. Aqueles que tinham beneficiado de bónus e de favorecimentos do Estado escaparam para o…

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A caminho de uma nova e mais violenta crise

A Estátua de Sal

(Nicolau Santos, in Expresso Diário, 14/11/2016)

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Será possível que o mundo esteja a trilhar o mesmo caminho que nos levou à brutal crise financeira, económica e social de 2008? Lamentavelmente, parece ser isso que está exatamente a acontecer. Com uma agravante: a situação política mundial é hoje bastante mais complexa e perigosa.

O alerta está contido num texto exemplar de Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e onde explicita tudo o que se devia ter feito na sequência da crise que abalou o mundo há seis anos – e tudo o que não foi feito nem está a ser feito. Os bancos deviam ser mais pequenos? Pois tornaram-se maiores. Os Estados, famílias e empresas deviam diminuir o endividamento? Pois estão mais endividados. Os mercados deviam ser mais regulados? Pois não se melhorou nada. Os produtos financeiros deviam ser mais transparentes? Pois estão de regresso os…

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A seta da história, o progresso, a Tina e Trump

A Estátua de Sal

Autor                     Pacheco Pereira

(José Pacheco Pereira, in Público, 12/11/2016)

Hoje, a direita está rapidamente a reciclar-se no pró-trumpismo porque lhe agrada a “reversão” de muita legislação social, a proibição do aborto, a vingança contra os media, os intelectuais e a esquerda dos anos 60, que é um dos seus inimigos predilectos.


No debate à volta de Trump há uma contínua recorrência de um argumento que vai de uma interpretação da história para a política e que curiosamente é usado quer à esquerda, quer à direita. Esse argumento pode ser enunciado da seguinte forma simples: “não se pode voltar para trás”, na história há o “velho” e o “novo” e a tentativa de manter o “velho” contra o “novo” é inútil e reaccionária, a história “anda sempre para a frente”. Quando se traduz esse argumento nas várias partes em que é usado, encontramos diversas variantes que vão do pregressismo comteano à…

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Memória singela de outros tempos e de velhas amizades

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Jornal de Negócios, 11/11/2016)

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Nada fazia prever a derrota de Hillary Clinton, embora se admitisse que a sua eventual vitória não obtivesse um resultado impressionante. Aconteceu, com surpresa, o contrário. Agora, os analistas andam com a cabeça aos roldões, tentando perceber a natureza dos resultados. Os Estados Unidos alimentam estes sobressaltos. Desde a Comissão de Actividades Antiamericanas, nos anos de 60, dirigida pelo senador do Wisconsin, Joseph McCarthy, acolitado por Roy Cohn, os sobressaltos não param, com pequenos intervalos. Nesse período, o medo foi uma instalação permanente, levando à ignomínia nomes consideráveis, e à fuga para a Europa de criadores como Chaplin, entre dezenas de outros mais.

Nesses anos tempestuosos, eu era um jovem repórter indignado e escrevi dezenas de crónicas em O Século Ilustrado. Por esses tenebrosos tempos, publiquei dois livros, “O Cinema na Polémica do Tempo” e “O Filme e o Realismo”, de que me…

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