Ein Zug de Chelas

A Estátua de Sal

(João Quadros, in Jornal de Negócios, 28/10/2016)

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O ministro das Finanças da Alemanha voltou a atacar o Governo: “Portugal estava a ir bem até chegar este Governo”.


Temos sorte em Schäuble não ter vindo dizer que o Deutsche Bank está como está desde que chegou o Governo de Costa. Schäuble tem mesmo uma obsessão connosco. Uma embirração que eu não sei se não terá a ver com a calçada portuguesa.

Diz o ministro das Finanças alemão que este Governo não está a cumprir as promessas que o anterior fez. É exactamente por isso, shor Schäuble, que existe este Governo. Primeiro, porque as promessas que o anterior Governo lhe fez eram diferentes das que o anterior Governo nos tinha feito, antes de vencer as eleições. Segundo, porque como as promessas que esse Governo lhe fez não prometiam nada de bom, na primeira oportunidade, mudámos para outro. Chama-se alternância. É próprio da…

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Deutschland über alles

Alegria Breve

A imprensa está em choque com a intervenção de Schauble em BucarestePortugal estava a ser muito bem sucedido até ao novo Governo, disse o ministro alemão. À beira da discussão do OE português em Bruxelas e da medição dos resultados obtidos em 2016, o ministro volta a criar pressão pública. A táctica é velha, há um ano atrás fez o mesmo. Não se poderia esperar outra coisa deste cangalheiro da União Europeia.

Schauble confessa, aliás, ter dado um aviso a Centeno: Disse-lhe que se seguissem esse caminho iriam correr um grande risco e eu não correria esse risco. A Alemanha, que tem um enorme superavit na balança corrente desde 2013 às custas da crise dos parceiros europeus e ao arrepio das regras europeias, vem dar conselhos sobre como manter tudo igual para lhe assegurar essa vantagem… Tem a sua graça. Sob as ordens do ministro alemão, progressos enormes se…

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Petrobras e a geopolítica do golpe – por Amílcar Salas Oroño

A Viagem dos Argonautas

Selecção de Júlio Marques  Mota

Petrobras e a geopolítica do golpe

Sempre esteve claro que o golpe contra Dilma e contra a democracia tinha seus interesses por trás. Não era a responsabilidade fiscal o verdadeiro argumento

Por Amílcar Salas Oroño

* Agradecimento especial ao Camilo Joseph

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A aprovação da modificação do marco regulatório da exploração do petróleo no Brasil constitui não somente um enorme retrocesso soberano para o país como também a confirmação de que, independente das motivações internas, o golpe contra Dilma Rousseff também estava pautado pelas necessidades e conveniências dos interesses externos.

Tal como afirmou Edward Snowden, o Brasil foi um dos países mais espionados do mundo, um dos alvos preferenciais da Agência Nacional de Segurança (NSA, por sua sigla em inglês). Dentro dos âmbitos de interesse prioritários norte-americanos figuravam tanto as atividades pessoais da própria presidenta Dilma como os movimentos realizados pela empresa Petrobras. Nada disso era aleatório:…

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Ignorar, uma outra forma de esquecer – a propósito das lutas estudantis no Porto

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 22/10/2016)

Autor                 Pacheco Pereira

Vamos continuar a falar do esquecimento, desta vez por interesse próprio, mas, se todo o interesse próprio fosse desta natureza, não viria daí mal nenhum ao mundo. Passei as últimas semanas em conjunto com vários antigos companheiros de lutas na universidade a preparar uma exposição sobre o movimento estudantil do Porto entre 1968 e 1974, que está aberta ao público até ao fim do mês. Deu bastante trabalho a todos nós, trabalho manual e intelectual, exigiu muitas horas de esforço, tudo feito apenas por pura dedicação, gosto e um certo sentido de reparação de uma memória colectiva de resistência à ditadura, que é um óbvio motivo de orgulho de todos os que eram activistas e militantes nesses anos.

Com excepção mais que meritória da TVI, e da Lusa e de uma forte presença na Rede, apesar de a exposição se realizar…

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SORRI, ESTÁS NA TV

A Estátua de Sal

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 22/10/2016)

Autor                       Clara Ferreira Alves

Se Trump disser uma vez que as eleições estão a ser manipuladas por um grupo de clones numa caverna submarina, a CNN passa dias a discutir a asserção. Mantém a asneira à tona, de modo a que o próprio inventor da asneira se convença e a boutade passe a facto histórico.


Devia haver um imposto por cada asneira produzida em televisão. Na América, sobraria para sustentar todos os pobres e excedentários. A quantidade de asneiras produzidas nas generalistas e nos canais de notícias importantes, a CNN e a Fox News, daria não só para arranjar emprego a todos os eleitores de Trump que o perderam por causa da globalização e da automatização na idade pós-industrial como asseguraria a pensão e o alimento, a saúde e a atividade de todos os desempregados. Daria ainda para resgatar a dívida americana das mãos…

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O OGE de 2017 e o TRIUNFO DA GERINGONÇA!

À Esquerda do Zero

Eu estive a ouvir atentamente a apresentação do OGE de 2017 pela equipa do Ministério das Finanças e o que me mais me preocupava era o exercício feito para, agradando a todos, PS, BE, PCP, Verdes e Comissão Europeia, ser apresentado um Orçamento progressista e dentro dos parâmetros que nos são impostos de Comissão Europeia! E não vale a pena fugir disto, porque fazê-lo, seria cair no irrealismo.

Claro que depois vieram os comentários catastróficos, quiçá de má consciência, diria eu, uns loucos ( Medina Carreira, apresentando gráficos desde os 900, como se este orçamento fosse a redenção de todos os erros passados), outros sóbrios ( Manuela Ferreira Leite, mais em dia com a realidade), outros dedicados aos pormenores ( fiscalistas e José Gomes Ferreira, que antecipam discussões sem fim), mas, de todos, o que para mim sobressaiu foi um comentário precisamente da Manuela Ferreira Leite a quem, pesem todas…

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A ÉTICA da MARILU !

À Esquerda do Zero

Minha cara Maria Luís: Tu vais e afinal também ficas? Resolveste aceder àquele sensual convite da “Flecha (Arrow)”, qual seta de Cupido, e ir mesmo ficando? Pois, precisavas de mais um emprego, não era?

Pelos vistos era e, perante o conhecido, era meu desejo brindar-te com alguns daqueles epítetos que o nosso povo tão bem sabe aplicar a pessoas como tu, mas…o meu País não me deixa!

E sendo esses tais os epítetos que tu estás certamente a pensar serem, sempre te digo que, mesmo nada abonando em teu favor, assentam em ti como uma luva.
Um deles, aquele mais incisivo, retratou-o bem o Zeca na sua “Avenida de Angola “, quando falava no “botão de branco punho…”. É sabido que tu gostas de folhinhos e pulsos rendados, naquela tua subtil delicadeza, condizendo com o ar reguila e matreiro que ostentas, assim tipo Maria rapaz, mas que oculta um fatal…

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