Octávio Ribeiro, o verdadeiro Procurador-Geral da República 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, In Expresso Diário, 30/01/2018) 

Daniel Daniel Oliveira

Quando soube que o DIAP estava a fazer uma busca ao Ministério das Finanças pensei que alguma coisa de grave tinha acontecido. Quando percebi que a busca se devia à ida do ministro ao futebol percebi que tinha, de facto, acontecido alguma coisa: o Ministério Público decidiu dedicar-se à comédia. Das duas uma: ou o Ministério Público sabe de alguma coisa que todos nós ignoramos, ou está apostado em transformar este país num circo, destruíndo a credibilidade do Estado e das instituições. Bem sei que na cabeça de muitos procuradores, que têm o “Correio da Manhã” como leitura de referência, o estado natural de um político é o de arguido. Mas há limites para o ridículo.

A verdade é simples e ficou-se a saber logo no primeiro dia depois da manchete do “Correio da Manhã”, que assinalava, sempre com aquela má-fé perversa…

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A vingança da Casa-Grande 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso, 27/01/2018)

Daniel Daniel Oliveira

O PT tirou milhões da pobreza e mudou a face do Brasil. A “negrada” entrou na universidade pouco depois do metalúrgico iletrado chegar ao Planalto. E o arreigado racismo social da elite brasileira nunca se conformou. Claro que o PT também foi uma profunda deceção. Porque fez todas as reformas sociais dependerem do petróleo e quando ele deixou de dar passou a depender do endividamento. E porque se deixou minar pela corrupção. E Lula foi, como todos os políticos brasileiros, conivente. Talvez esse seja o triste preço a pagar para governar ali. Não sei. Sei que é impossível olhar para este julgamento sem andar uns meses para trás, quando uma das poucas políticas brasileiras que não é suspeita de corrupção foi afastada da Presidência por um Congresso pejado de corruptos por causa de uma “pedalada fiscal” que o próprio Congresso veio posteriormente a…

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Foi-se o “tirano” ficou o “pai” 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 25/01/2018)  

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Também no mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, que esta quarta-feira completou dois anos, há um antes e um depois dos incêndios. Antes, era a solidariedade institucional, o que o levou a ser muito criticado por políticos e comentadores de direita enquanto era amado pelo povo de direita. Depois, vieram os recados e pequenas farpas para o Governo, o que o leva a ser criticado por políticos e comentadores de esquerda enquanto é amado pelo povo de esquerda. Há, no entanto, traços comuns ao antes e ao depois. São os que interessam. Não estando dependentes de ciclos políticos, são eles que nos dizem o que esperar dos próximos anos.

A definição mais consensual para este Presidente tem sido a do “Presidente dos afetos”. Não seria difícil este perfil depois de um Presidente distante, crispado, autoritário e autossuficiente. Marcelo compreendeu bem o temperamento português. Mais…

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Com presidente eleita e candidato mais popular afastados, está consumado o golpe 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 23/01/2018)

Daniel Daniel Oliveira

Já há uns meses ESCREVI sobre o processo judicial contra Lula da Silva e a sua inacreditável fragilidade. Nada, a não ser a convicção de denunciadores premiados cuja a liberdade depende da incriminação de Lula, permite corroborar que o triplex de Guarujá, em São Paulo, lhe pertencia formal ou informalmente. O facto deste mesmo apartamento ter sido aceite pela justiça brasileira como bem penhorado para que a construtora pagasse as suas dívidas é a prova final de que nem os juízes acreditam que o apartamento era do ex-Presidente. Tudo se resume, no fim, à visita do casal ao apartamento e a obras que terão sido por eles pedidas. Da real propriedade ou usufruto de qualquer espécie do imóvel não só não há provas como as que existem (a penhora) o desmentem. A maior prova da corrupção é Lula não ter pago nem…

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REPENSAR A PRESIDÊNCIA?

A Estátua de Sal

(Joaquim Vassalo Abreu, 19/01/2018)

marcelo_caricatura

Há já uns largos dias escrevi na minha página no Facebook que doravante deixaria de escrever acerca dos casos e casinhos que vão alimentando, com a ajuda solícita e pronta dos jornais e das televisões, a nossa Direita.

Que não daria mais para esse peditório e, por isso, mas não só por isso, fiz um pequeno hiato no meu hábito de escrever pois que, como já não escrevo mais por tudo e por nada, como os profissionais que disso vivem, me passou a faltar assunto.

Assunto de reflexão que até surgiu no final do ano no discurso de Marcelo, em que aquela sua frase “ é preciso reinventar a confiança me fez pensar e logo escrevi um rascunho de texto que intitulei precisamente de “ REINVENTAR A CONFIANÇA”.

Mas, à face de ulteriores acontecimentos ocorridos desde o início de ano, vi-me forçado a…

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