Marques, mentes? Minto.

A Estátua de Sal

(Dieter Dellinger, 26/08/2018)

Marques_Mendes

(Hoje, no seu comentário semanal na SIC, o Mendes abriu o “dossier” da recondução da Procuradora Joana, talvez a pedido de Marcelo, que quer colocar o tema na agenda mediática e assim condicionar as opções do Governo. E foi dizendo que a Procuradora fez um mandato excelente. Claro, excelente para a direita, cujas patifarias nunca investigou, a começar pelas do próprio Marques Mendes, acusado pelo fisco em 2014 de lesar o Estado em 773 000 euros. (Ver aqui). Sobre esta história nunca mais se ouviu falar, logo, eu se fosse o Mendes, também queria a recondução da Joana! 🙂

Comentário da Estátua, 26/08/2018)


Estou a ouvir o Marques Mendes a MENTIR com todos os dentes e mais alguns que tem na boca.

O pequeno diz que Joana Marques Vidal acaba o seu mandato em Outubro mais prestigiada que quando começou. Mais prestigiada?

Por ter safado Paulo…

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Construam-me, porra!

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 24/08/2018)

Daniel Daniel Oliveira

(Ó Daniel, pede lá um revisor dos textos ao Dr. Balsemão. O texto de hoje, no original, avança com um conceito, no mínimo, pícaro: “obras púbicas”! Que raio de obras são essas? 🙂

Lá teve a Estátua que corrigir a gralha…

Comentário da Estátua)


O mais relevante não é o orgulho com que dizem que aquele “é o maior lago artificial da Europa Ocidental”. O mais importante é não haver ninguém que não reconheça que a paisagem mudou radicalmente. A agricultura de sequeiro foi sendo lentamente substituída pelo regadio, com produção intensiva. Isto levanta preocupações quanto à sustentabilidade dos solos, mas não deixa de ser extraordinário ver herdades abandonadas a serem lentamente ocupadas por olival, amendoal e vinha, por vezes com exageros que justificadamente preocupam ambientalistas, autarcas e populações locais, que não ganham assim tanto com esta intensidade. O erro da monocultura…

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Robles em três andamentos

A Estátua de Sal

(Vários, in Facebook, 28/07/2018, selecção da Estátua de Sal)

robles

(Este alarido todo faz-me sorrir: exige-se à esquerda, para ser coerente, que seja espartana. E tem-se como “normal” que a direita, para ser coerente, seja ávida, implacável no saque, sovina na acumulação. Sempre assim foi na luta política, e sempre assim foi o pensamento dos direitolas: a esquerda que coma moral ao pequeno almoço que nós comemos ovos estrelados…

Aqui deixo três reflexões sobre o tema Robles.

Comentário da Estátua, 28/07/2018)


 Andamento I

O PSD ao exigir a demissão de Ricardo Robles está a reivindicar o exclusivo da especulação imobiliária?

(António Pavão Nunes, 27/07/2018)


 Andamento II

Eu, se fosse ao Robles, oferecia o prédio e pronto. Calava-os a todos. E, por aí, quem tiver dinheiro no banco e for de esquerda, acho por bem que o doe, a bom doar, aos banqueiros. E, por agora, chega. Volto daqui a dias, quando…

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Marcelo, já tens o sermão pronto para os suecos e os gregos?

A Estátua de Sal

(Por Valupi, in Blog Aspirina B, 24/07/20’18)

marcelo_discursa

A 17 de Junho de 2017, no concelho de Pedrógão Grande, deflagrou um incêndio que viria a causar 66 mortos. No dia seguinte, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se ao local e deixou à Nação uma conclusão do que tinha visto, ouvido e cogitado:

«O Chefe de Estado defendeu que, perante o cenário que lhe foi descrito, "o que se fez foi o máximo que se poderia ter feito".

"Não era possível fazer mais, há situações que são situações imprevisíveis e quando ocorrem não há capacidade de prevenção que possa ocorrer, a capacidade de resposta tem sido indómita", considerou.»

Estas declarações, quiçá as mais objectivas e intelectualmente honestas a respeito do fenómeno a que se pode chegar, de imediato foram sentidas como um soco no estômago pela direita decadente. Marcelo surgia-lhes a cometer o crime de lesa-pulhice ao parecer blindar a tragédia…

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Israel: um novo Estado racista

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 21/07/2018)

JPP Pacheco Pereira

Sempre fui amigo de Israel e não só pelas razões que vêm do Holocausto. Era também por outras razões, desde aquelas a que, no tempo da fundação do Estado de Israel, o seu primeiro amigo, a URSS, e o Avante! eram pró-israelitas contra “as monarquias feudais árabes”, até aos eventos mais recentes que colocavam uma pequena democracia armada no meio de inimigos governados por ditaduras, umas mais cruéis do que as outras, mas nenhuma recomendável.

Havia muita coisa que era genética no Estado de Israel, fundado por sionistas que eram na sua maioria socialistas, e que tinham ideias utópicas sobre a sociedade, construíram os kibutz no meio dos desertos, e os políticos não usavam gravatas, eram muitas vezes mulheres de força num oceano de homens por todo o lado, Europa e Oriente, e havia uma pulsão igualitária pouco comum. E era um…

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A ‘geringonça’ entre Hegel e Coltrane

A Estátua de Sal

(Pedro Adão e Silva, in Expresso, 21/07/2018)

pad

Nas últimas semanas enraizou-se a ideia de que António Costa estava a iniciar um movimento tático em direção ao centro, aumentando a tensão política com os seus parceiros. O acordo na concertação social em torno do Código do Trabalho, viabilizado entretanto no parlamento pelo PSD, e a entrevista do número dois do Governo, Augusto Santos Silva, sugerindo que uma nova ‘geringonça’ dependeria de posições conjuntas na política externa, dariam conta disso.

E se, além da aproximação de um período de tensão pré-eleitoral e pré-orçamental, não existir, ao contrário do sugerido, nenhum elemento de novidade?

Talvez valha a pena regressar à natureza dos compromissos conjuntos: essencialmente circunscritos a matéria orçamental, a ‘geringonça’ optou por deixar de fora muitas áreas. Contudo, a ausência de muitos temas nos acordos não os retirou do programa de Governo. Precisamente por o entendimento em matérias laborais entre PS, PCP…

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Embora aí Santana, que já não enganamos ninguém 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 05/07/2018) 

santanax

Mais uma vez, Pedro Santana Lopes veio anunciar que não fará mais política dentro do PSD. Já o anunciou de várias formas, em vários contextos e com diferentes argumentos, sempre com a mesma consequência: continuou a fazer política dentro do PSD, único partido onde as suas rábulas ainda podem ter alguma relevância. Santana Lopes foi presidente da Câmara de Lisboa porque João Soares fez a pior campanha eleitoral de que há memória na democracia portuguesa, foi primeiro-ministro porque Durão Barroso lhe ofereceu o lugar e, poucos meses depois, teve o pior resultado da história do PSD. Sempre que dependeu apenas dele correu mal. Internamente, foi esmagado por Marcelo Rebelo de Sousa em 1996, perdeu para Durão Barroso em 2000, ficou atrás de Manuela Ferreira Leite e Passos Coelho em 2008 e voltou a perder com Rui Rio nas últimas primárias. Quando Santana diz que…

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