Embora aí Santana, que já não enganamos ninguém 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 05/07/2018) 

santanax

Mais uma vez, Pedro Santana Lopes veio anunciar que não fará mais política dentro do PSD. Já o anunciou de várias formas, em vários contextos e com diferentes argumentos, sempre com a mesma consequência: continuou a fazer política dentro do PSD, único partido onde as suas rábulas ainda podem ter alguma relevância. Santana Lopes foi presidente da Câmara de Lisboa porque João Soares fez a pior campanha eleitoral de que há memória na democracia portuguesa, foi primeiro-ministro porque Durão Barroso lhe ofereceu o lugar e, poucos meses depois, teve o pior resultado da história do PSD. Sempre que dependeu apenas dele correu mal. Internamente, foi esmagado por Marcelo Rebelo de Sousa em 1996, perdeu para Durão Barroso em 2000, ficou atrás de Manuela Ferreira Leite e Passos Coelho em 2008 e voltou a perder com Rui Rio nas últimas primárias. Quando Santana diz que…

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No 1.º aniversário da tragédia de Pedrógão Grande

A Estátua de Sal

(Carlos Esperança, 17/01/2018)

fogom

A comunicação social procede à mórbida celebração do incêndio. Enquanto requeima as vítimas em imagens repetidas até à náusea e se resssufragam as almas em remissas televisionadas, com mais pessoas do que crentes, impede-se o luto dos que sofrem a dor da ausência dos que o fogo devorou, a sangrar por dentro.

Há nesta lúgubre ostentação da tragédia o aproveitamento que, desde o início, serviu objetivos políticos que apenas o delírio do presidente da Misericórdia e do PSD de Pedrógão atenuou com os suicídios que imaginou em transe partidário e oportunismo antidemocrático.

Foram mais respeitados os mortos que um carvalho paroquial esmagou no adro da igreja ao tombar sobre uma procissão, na Madeira, mas tiveram menos sorte os estropiados e os herdeiros dos falecidos porque os fundos da diocese eram para a salvação das almas e os do Estado para reparar os danos oriundos de matas particulares…

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O mundo rendido a Ronaldo

A Estátua de Sal

(In Diário de Notícias, 16/06/2018)

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No The New York Times, Rory Smith conta como Portugal negou “um momento catártico” à vizinha Espanha. Tudo graças a um livre direto de Ronaldo. Prova de que “à 45.ª é de vez”.


A única coisa que os adeptos espanhóis podiam fazer, depois de terminado, era aplaudir. Não fazia sentido abandonarem-se à desilusão, preocupados com o que tudo aquilo poderia significar. A Espanha teve a vitória arrebatada no último momento, viu negado um momento catártico pelo seu vizinho mais próximo mas, no entanto, não houve amargura nem tristeza: apenas admiração e espanto, às vezes não é a vitória, mas a participação.

Deve ter havido certamente um jogo melhor na fase de grupos do Campeonato do Mundo no passado do que o fascinante empate entre Espanha e Portugal na sexta-feira. Tem de ter havido um que tenha sido jogado com mais qualidade, mais rico…

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A peste do futebol

A Estátua de Sal

(António Guerreiro, in Público, 25/05/2018)

Guerreiro António Guerreiro

Consumada a futebolização do país, chegados ao estádio último de um ininterrupto matraquear futebolístico do espaço público, já os ideólogos desportivos se parecem com hooligans e os hooligans se parecem com os ideólogos desportivos. Todos primos, todos irmãos.

Para prosseguir a crónica de uma intoxicação voluntária, aproprio-me do título de um livro que não li, de dois sociólogos franceses. Basta-me o título: Le football, une peste émotionnelle (“O futebol, uma peste emocional”). Em vez de peste, o futebol-espectáculo organizado também pode ser um lugar de formações sociopatológicas. Ou uma obsolescência desportiva. O que não devemos fazer é naturalizar o que nele e à sua volta se passa. Tal como não devemos tratar como meros desvios ou derivas aquilo que já constitui a própria substância do espectáculo. E não é preciso ter ocorrido um episódio de violência real para percebermos o que tem sido…

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Não me venham com esses argumentos…

A Estátua de Sal

(Carlos Esperança, 21/05/2018)

sharia

Estou farto de que me rebatam com as agressões imperialistas a países islâmicos, com o saque de que são vítimas, as malfeitorias dos EUA e de Israel, a cumplicidade europeia e muito mais, para tolerar uma ideologia totalitária e criminosa – o Islão político.

Tenho denunciado esses crimes, mas não os aceito como argumentos para um cómodo silêncio sobre o mais implacável dos monoteísmos e a sua demencial fúria prosélita.

Aliás, gosto da Constituição dos EUA e em Israel aprecio a igualdade de género que não existe em nenhuma outra teocracia, seja o Vaticano, a teocracia monástica ortodoxa do Monte Athos e as islâmicas e não preciso de censurar tais países para denunciar o perigo muçulmano.

Exijo a todas os devotos o respeito pela laicidade. Sei da História o suficiente para ter o dever de combater a influência das religiões nos aparelhos de Estado, num regresso em…

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Alcochete

A Estátua de Sal

(Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias, 16/05/2018)

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Quando as estações televisivas fazem longos diretos com os borra-botas em coluna fascista atravessando a cidade à ida e vinda de um jogo de futebol. Quando se mandam polícias pastorear borra-botas pela cidade. Quando os líderes dos clubes são boquirrotos.

Quando as capas de jornais desportivos privilegiam as palavras dos boquirrotos em vez do rasgo corrido de Gelson. Quando colunistas de jornais aceitam mostrar-se indigentes, já que o assunto é, julgam eles, só de camisola e emblema. Quando essa arte e ciência que encanta miúdos e velhos é comentada em prime time por tipos talvez de meia-idade e certamente com um terço de inteligência. Quando, com muito share, insultos recíprocos são trocados por gente paga, cara e cara separadas por um palmo mas nunca havendo um gesto honrado que desagrave os desaforos lançados nos perdigotos. Quando as assembleias gerais presididas por bombeiros incendiários…

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O EFEITO CENTENO

A Estátua de Sal

(In Blog O Jumento, 03/04/2018)

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Portugal tem um problema com Mário Centeno desde que ele apareceu na vida política portuguesa, liderando um grupo de economistas que elaboraram os cenários macroeconómicos. Logo aí a sua presença incomodou, o PSD tentou arranjar outro Centeno mas não conseguiu, depois sugeriu que o Conselho de Finanças Públicas avaliasse as propostas do PS e a própria Teodora Cardoso achou-se em condições de ser mestre-escola da democracia. Aliás, a fixação de Teodora em Mário Centeno prolongou-se no tempo e sempre que se pronuncia não esconde a esperança ou desejo de ver o ministro das Finanças espalhar-se.

A primeira estratégia do PSD em relação a Centeno foi a de tentar ridicularizar o novo ministro. Para a história da primeira ida de Centeno ao Parlamento fica a notícia de que Passos riu até às lágrimas. O artista falhado conseguiu um bom desempenho artístico, ainda que dois anos depois…

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