O Império estrebucha

A Estátua de Sal

(Por Jorge Bravo, in Facebook, 23/08/2017)

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Com a eleição de Trump a América tentou prolongar o uso do petróleo, fazer um retorno a casa e dar tempo ao renascer do músculo tecnológico!
Com o discurso à Nação de 21 de Agosto de 2017 Trump anuncia uma volta de 180° uma “nova política para o Afeganistão”, que é um aguenta aguenta não saimos de lá, até que certas condições sejam satisfeitas pelo Afeganistão.
Isto depois de ceder terreno no seu gabinete aos generais da Old School, e de afastar um a um os seus teóricos, aqueles que o apoiaram na eleição.
Naquilo que aparenta ser uma manobra para ganhar tempo, e acalmar a frente interna, “fazendo a politica externa de Hillary” e voltar à estrada para ganhar lugares nas próximas eleições internas, promete mais uma nova politica para o Médio Oriente, e mais qualquer coisa para o Oriente e talvez Europa.

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O gambozino da maioria absoluta

A Estátua de Sal

(Francisco Louçã, in Público, 22/08/2017)

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Este texto sugere-me alguns comentários caro Louçã:

  1. A direita já viu que a Geringonça vai até ao fim da legislatura.
  2. Tenta atrair o PS com “os cânticos da sereia” da maioria absoluta.
  3. Prepara a saída de Passos Coelho para tornar eventuais acordos ao centro mais tentadores e menos indigestos para o PS.
  4. Tenta convencer o PS que, mesmo sózinho, a maioria absoluta pode estar ao virar da esquina.
  5. Tudo fábulas encantatórias. Em eleições gerais, em 2019, antevejo um reforço eleitoral dos partidos à esquerda do PS, se até lá não cometerem grandes asneiras, como, por exemplo, abrirem uma crise política.
  6. E a razão é simples: todas as reversões na política de rendimentos que melhorou a vida das pessoas foram consequência das exigências ao PS feitas por esses partidos. Os eleitores viram que o seu voto quer no BE quer no PCP deixou de ser apenas…

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MORRI NA TERÇA-FEIRA

A Estátua de Sal

(Soares Novais, in A Viagem dos Argonautas, 20/08/2017)

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Boa noite, chamo-me Carvalho e morri na última terça-feira. Morri de morte natural, pois tinha 200 anos. Mas, também, por via da incúria e do abandono a que me votaram os sucessivos mandões cá da terra, da diocese e da paróquia.

Eu sabia que tinha de morrer. Sempre soube! Mas o que me chateia mesmo é que comigo morreram 13 pessoas e uma delas era um menino com apenas doze meses de vida.

Digo-vos: foi um horror! Um horror que não desejo a nenhum dos Plátanos que durante anos a fio foram os meus companheiros de vida; àqueles que tinham a obrigação de cuidar de um ser vivo como eu e não o fizeram; e mesmo àqueles tipos que, pela calada da noite, enchiam as minhas raízes de urina. Estou triste, muito triste. Repito: não por ter morrido, mas porque a minha…

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Portugal devastado: rotina ou terrorismo

A Estátua de Sal

(Por José Goulão, in Facebook, 18/08/2017)

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O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.


O terrorismo tem mil caras. Lançar o terror contra pessoas comuns e quase sempre indefesas, ou atemorizar populações e devastar países usando os cidadãos apavorados como reféns são práticas que preenchem os nossos dias num mundo que, pela mão de dementes usando o poder acumulado por conglomerados do dinheiro, caminha para inimagináveis patamares de destruição.

Portugal tem tido a sorte de ser poupado pelo terrorismo, diz-se e repete-se, por vezes com inflexões de um misticismo bolorento próprio de pátrias «escolhidas» para auferir das mercês do sobrenatural. Uma interpretação com curtos horizontes e vistas estreitas, características cultivadas por uma comunicação social habilmente arrastada para realidades paralelas e que reduz o terrorismo dos nossos dias ao estereótipo do muçulmano fanático imolando-se com…

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Marques Mendes e o fogo

A Estátua de Sal

(Por Dieter Dillinger, in Facebook, 20/08/2017)

mini_mendes1(Vão todos de férias, mas o Mendes até comenta de calções de banho se preciso for. É que deve receber “à peça” e uma semana sem comentar eram uns milhares de euros a menos na conta bancária… 🙂  – Estátua de Sal, 20-08-2017)


O pequenito Marques Mendes fez uns gráficos para dizer mal de Portugal, comparando áreas incendiadas com a Grécia, Itália, França e Espanha, esquecendo que nos últimos 50 anos ou mais sempre houve fogo no verão em Portugal.

O palerma não conhece a geografia desses países que é bem diferente da portuguesa.

Por acaso tenho visto o pequenito de calções no local em que estou de féria e estamos perto da Andaluzia. Não sei se o gajo foi alguma vez a Granada, Cordoba, El Egido, Almeria, etc. O que se vê aí? Áreas agrestes sem grandes florestas e na Andaluzia onde…

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QATAR – A geopolítica e o negócio Neymar

A Estátua de Sal

(Margarida Mota, In Expresso, 19/08/2017)

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Alvo de um bloqueio político, o Qatar contra-ataca com o futebolista mais caro de sempre.


O Qatar é um caso de persistência nas manchetes internacionais. Em inícios de junho, o pequeno emirado ribeirinho ao Golfo Pérsico foi notícia dias a fio após ser alvo de um bloqueio diplomático e comercial — que ainda dura — decretado por quatro ‘irmãos’ árabes (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrain e Egito). Há poucas semanas, arrebatou noticiários nos quatro cantos do mundo ao estar por detrás da contratação mais cara da história do futebol — a do brasileiro Neymar, comprado ao Barcelona pelo Paris Saint-Germain (PSG), propriedade de um fundo soberano do Qatar, por 220 milhões de euros.

“Nem tudo o que está relacionado com o Qatar está relacionado com política. Mas penso que, neste caso, é justo estabelecermos uma ligação dessa natureza”, diz ao Expresso David B. Roberts…

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Incendiários

A Estátua de Sal

(In Blog O Jumento, 18/08/2017)
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É evidente que o país tem de questionar tudo em matéria de incêndios e quando se diz tudo é porque não se pode deixar de fora a atuação das televisões. Com o argumento de que informam os portugueses as televisões não resistem à tentação de transformar os incêndios num reality show, em que se fica com a impressão de que se procuram as imagens que mais deslumbram, que chocam ou que dramatizam a situação.
A forma como os incêndios são tratados nas televisões faz lembrar os incitamentos de uma conhecida apresentadora de reality shows para que os concorrentes proporcionem imagens picantes. As televisões parece desejarem incêndios cada vez maiores e mais deslumbrantes, o maior número possível de feridos e mortos, tudo o que dramatize a realidade prendendo as audiências. Quando os espetáculo deixar de ter interesse esquecem-se das vítimas que tanto os preocuparam e…

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