A insuportável evidência das coisas

A Estátua de Sal

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 23/12/2017)

mst Miguel Sousa Tavares

1 Assim que foram privatizados, os CTT encerraram o posto de correio que ficava a cem metros de minha casa, em Lisboa — um entre dezenas ou centenas que vêm encerrando pelo país todo, e em especial no interior, que todos os políticos juram não querer ver desertificado. Agora o mais próximo da minha área de residência fica a dois quilómetros. É preciso ir de carro e só por milagre se arranja lugar para estacionar nas proximidades. Seria de crer que o encerramento de balcões tivesse conduzido a uma concentração de pessoal em menos, mas maiores e melhores balcões, mas, no caso concreto, foi pura ilusão: aparentemente, nenhum dos funcionários do posto extinto se transferiu para este. Mas os utentes, esses sim, dobraram em número e nem sequer têm cadeiras suficientes para se sentarem enquanto esperam: da última vez esperei 25…

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Dois carrilhos e uma juíza 

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 21/12/2017)

Daniel Daniel Oliveira

Não me cabe a mim, sem acesso às provas, sem conhecer o processo e sem ter qualquer especialização jurídica, opinar sobre a culpa ou inocência de Manuel Maria Carrilho. Muito menos num caso de violência doméstica que é, como todos crimes cometidos entre quatro paredes, difícil de julgar. Há, no entanto, duas coisas que merecem ser analisadas apenas com base nas sentenças: a total contradição entre as conclusões do processo julgado na Secção Criminal da Instância Local de Lisboa e no Juízo Central Criminal de Lisboa e o desconhecimento que a juíza Joana Ferrer tem em relação ao padrão de comportamento das vítimas deste crime.

O processo julgado na Secção Criminal da Instância Local de Lisboa pela juíza Joana Ferrer conheceu-se a sentença na semana passada: Carrilho foi absolvido. A magistrada foi alvo de dois pedidos de escusa do advogado de Bárbara…

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Nicolau Santos deixa o “Expresso”

A Estátua de Sal

(In Jornal Económico, 15/12/2017, 20h)

(Nada que me espante. Nicolau era uma voz muitas vezes desalinhada com a inclinação para a direita que a linha ideológica do Expresso tem vindo a seguir. Há por lá outros plumitivos como o Monteiro, o mano Costa – e já nem falo do inenarrável Raposo -, que estarão de pedra e cal porque servem bem “a voz do dono”. Felicidades Nicolau, publico-te muitas vezes e espero continuar a fazê-lo, escrevas lá onde escrevas.

Estátua de Sal, 15/12/2017)


O jornalista manter-se-á como cronista do jornal, no seu espaço de opinião no caderno de Economia, no site e no “Expresso Diário”, bem como na “SIC Notícias”, como comentador e como moderador do “Expresso da Meia Noite”.


Continuar a ler aqui: Media: Nicolau Santos deixa o “Expresso” – O Jornal Económico

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SERÃO MESMO RARÍSSIMAS OU SERÃO MAIS DO QUE AS MÃES?

A Estátua de Sal

(In Blog O Jumento, 11/12/2017)
rarissimas

Com ao rasto de miséria deixado pela combinação entre as medidas do memorando com a Troika e a agenda económica de extrema-direita de Passos Coelho a economia social floresceu e a caridade foi institucionalizadas. Aliás, só por acidente um dos senhores desse mundo da caridade e da economia social não foi mais longe: Fernando Nobre foi candidato presidencial e só não chegou a presidente da Assembleia da República devido a divergências dentro do PSD. Para a história ficam as denuncias da forte presença familiar de Fernando Nobre na AMI, uma  empresa no negócio da ajuda.

Em Portugal há a falsa ideia de que esses verdadeiros senhores da guerra que gerem as muitas instituições da economia social são gente com lugar reservado no céu, concidadãos que dão o melhor de si para servir os outros e que graças à sua dedicação as instituições conseguem os donativos…

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O nosso euroman

A Estátua de Sal

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 08/12/2017)

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1 Há dois anos, Mário Centeno estava emprateleirado num qualquer discreto departamento do Banco de Portugal: Carlos Costa, o governador que o Governo Passos/Portas reconduziu sem querer esperar pelo resultado das eleições, não tinha especial ternura por ele. De um só salto, passou a ministro das Finanças, em cujas funções obrigou Carlos Costa a abrir mão dos lucros do BP muito para lá do que o governador queria. Agora que Centeno vai presidir e representar a política financeira da zona euro, Carlos Costa é o primeiro derrotado com a sua eleição.

Durante meses, antes das eleições de 2015, António Costa não abriu a boca, não soltou uma palavra que fosse sobre que ideias tinha para sustentar uma política económica diferente da do Governo que se propunha substituir. Estava à espera que Mário Centeno concluísse a sua preparação e estudo e lhe servisse um guião…

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A DOR DE CORNO

A Estátua de Sal

(In Blog O Jumento, 01/02/2017)
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Apesar das amostras de incompetência que foram muitos ministros de alguns governos de direita, com o governo de Santana Lopes na liderança do ridículo, a direita gosta de passar a ideia a ideia de que tem um exclusivo do rigor e da competência, em particular na pasta das Finanças. Todos os ministros das Finanças estão na linha de Oliveira Salazar, gente rigorosa e competente.
Gaspar era um modelo de virtudes que recordava Salazar, não tinha nascido num meio rural, mas um grande jornal descobriu com a avó Prazeres, da Serra da Estrela, o tinha moldado, o ex-ministro era um suprassumo, licenciado na Católica e doutorado na Nova, e até foi convidado pelo ministro das Finanças alemão para escrever um artigo para publicar no site daquele ministério. A Maria Luís era uma sumidade, com modesta formação universitária foi promovida a sumidade e até foi falar num…

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Dois anos de “geringonça”: o que se esperava, melhor do que tínhamos, aquém do possível..

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 27/11/2017)

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Daniel Daniel Oliveira

(Saúdo este texto do Daniel Oliveira. Põe o dedo nas feridas da maioria parlamentar de esquerda, nas suas contradições e no seu futuro. E, quanto às hipóteses de uma futura aliança de esquerda e de superação dos seus impasses, acrescento algo que o Daniel não disse: só os eleitores em próximas eleições poderão, com o seu sentido de voto criar uma geografia parlamentar que a tal obrigue. Espero que para tal tenham a sageza e o ímpeto necessário.

Estátua de Sal, 27/11/2017)


Quem acompanhe o alinhamento noticioso e leia e oiça a maioria dos comentadores políticos, só pode concluir que o país está à beira do precipício. Que estamos a viver uma brutal crise económica, que o Estado entrou agora em ruínas, que atravessamos uma nova calamidade social, que as contas públicas estão à beira da rutura. No entanto, não é…

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