A máquina da ignorância ao serviço da política que não ousa dizer o nome (II)

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 11/06/2016)

Autor         Pacheco Pereira

Vale a pena a gente perder tempo com as inanidades que por aí se escrevem sobre “fascismo” e “comunismo”, ainda por cima supostamente “demonstradas”, como diz José Rodrigues dos Santos, num livro de ficção? Vale e não vale. Do ponto de vista intelectual e argumentativo, não vale. Nem são novas, nem são informadas, nem são interessantes, nem nada. O que vale é usá-las para mostrar o que elas significam: a possibilidade de, em 2016, se proferirem inanidades em público para voltar a uma variante de anticomunismo que a radicalização da vida política à direita precisa à falta de melhor para combater a “geringonça”. Não precisamos de tomá-las a sério no seu conteúdo e bramar que criticá-las é pôr em causa o “direito à liberdade de expressão”. Apetece-me nestes casos virar crente e dizer ao Senhor: “perdoai-lhes por que não sabem…

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