“Azedume, amargura e ressentimento”?

A Estátua de Sal

(Pedro Santos Guerreiro, in Expresso Diário, 17/08/2015)

Pedro Santos Guerreiro                  Pedro Santos Guerreiro

Retirado do site do PSD: “Na parte do discurso que ‘arrancou’ mais palmas, Passos Coelho pediu ainda aos portugueses para que decidam com «a cabeça e com o coração», colocando de parte qualquer «azedume, amargura e ressentimento».”

Azedume porquê? Amargura com o quê? Ressentimento em relação a quem?

Por a economia portuguesa ter crescido em média 0,3% nos últimos 15 anos?

Por termos uma taxa de desemprego nos 12% que só voltará aos níveis pré-crise daqui a 20 anos?

Por termos uma dívida pública acima dos 120%, primeiro escondida dos números depois falhada nas metas?

Por termos austeridade permanente em sucessivas medidas temporárias?

Por termos impostos elevados, reformas e salários do Estado cortados, ao contrário do garantido em campanha?

Por termos o salário líquido reduzido mas também o salário bruto cada vez menor, um em cada cinco assalariados a…

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Agentes Políticos

A Estátua de Sal

(António Guerreiro, in Público, 07/08/2015)

António Guerreiro     António Guerreiro

Sempre que o Presidente da República se dirige à Nação e faz apelos aos “agentes políticos”, ecoa nessa nomeação burocrática a mais despudorada ideologia da anti-política ou, pelo menos, a adesão ao processo de neutralização da política que marcou toda a segunda metade do século XX. 

Agentes políticos, deve ser dito ao Presidente, são todos os cidadãos. Fora de uma comunidade política, onde todo o agir é político, as vidas seriam apenas formas de sobrevivência, isto é, formas secularizadas da “vida nua”.

Cada vez que o Presidente pronuncia o nome infamante de “agentes políticos”, apetece mandá-lo ler um livro que acaba de ser publicado pelas Edições 70, O Conceito do Político, de Carl Schmitt (tradução de Alexandre Franco de Sá). É um clássico, que chega finalmente à edição portuguesa. A ideia implícita na designação dos “agentes políticos” é a de que…

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Cinzento-esperança

A Estátua de Sal

(João Quadros, in Jornal de Negócios, 31/07/2015)

João Quadros     João Quadros

Na passada quarta-feira, 29 de Julho, à hora do regresso da praia, a coligação apresentou o seu programa eleitoral, crucial para o futuro de Portugal.
Na passada quarta-feira, 29 de Julho, à hora do regresso da praia, a coligação apresentou o seu programa eleitoral, crucial para o futuro de Portugal. Uma manobra sábia porque o programa era péssimo e a água estava óptima.

Fazendo um resumo do programa Passista: as promessas são as de 2011, o cabelo é que já não é o mesmo. No fundo, o programa da coligação também é um “remake” de “O Pátio das Cantigas”. Passos voltou às promessas que fez em 2011, chamem os AA! O mais estranho deste programa é que se as promessas da coligação são as mesmas de 2011, não existe maior atestado de incompetência ao último Governo.

O programa é um “volte-face”…

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O que é que Ricardo Salgado tem?

A Estátua de Sal

(Nicolau Santos, in Expresso Diário, 27/07/2015)

Nicolau Santos       Nicolau Santos

Até há um ano, sabia-se o que Ricardo Salgado tinha: influência, muita influência, e poder, muito poder. Por isso é que era conhecido pelo Dono Disto Tudo. Agora, apesar da sua prisão domiciliária, as condições em que ela decorreu e as medidas de coação que lhe foram impostas, provam que a sua aura de DDT ainda não desapareceu. Ou então que, para o juiz Carlos Alexandre, há filhos e enteados (da Justiça, entenda-se).

Um ano depois da resolução do Banco Espírito Santo (ou melhor, da sua extinção, ordenada pelo Banco de Portugal) e da implosão do Grupo Espírito Santo, o juiz Carlos Alexandre invoca como motivos para a detenção domiciliária de Ricardo Salgado os riscos de fuga e perturbação do inquérito, através da ocultação ou manipulação de provas. Ora muito bem: durante um ano, o dr. Ricardo Salgado não esteve sujeito a…

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SILLY SEASON

A Estátua de Sal

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 25/07/2015)

Clara Ferreira Alves                          Clara Ferreira Alves

Como aves de arribação, os jornalistas desembarcam todos no mesmo lugar da crise aguda, e desembarcam assim que se torna crónica, gerando o desinteresse coletivo


O ciclo noticioso de 24 horas e o fluxo de informação fazem com que todos os acontecimentos sejam equivalentes e logo esquecidos. A notícia vive do choque, do sobressalto, do instante, permeável ao imediatismo e ao sentimentalismo. Assim, toda a moral se torna relativa e subjetiva. Tivemos o “Charlie Hebdo”, o ‘Je Suis Charlie’, o Daesh, os vídeos das decapitações, os refugiados sírios, os afogados do Mediterrâneo, a vitória do Syriza, Varoufakis vs. Schäuble. Tivemos eleições nacionais e regionais, ameaças separatistas, pronúncias papais sobre homossexuais, um acordo iraniano e a concórdia cubano-americana. E temos agora, nos Estados Unidos, em carrossel noticioso, the Donald, um espécime raro do narcisismo. Em Portugal, tivemos a versão periférica destas…

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