A Grécia na véspera de ser tarde de mais

A Estátua de Sal

(Pedro Santos Guerreiro, in Expresso Diário, 06/07/2015)

Pedro Santos Guerreiro                Pedro Santos Guerreiro

Deixar sair é deixar cair. É deixar a Grécia tombar para vala incomum da catástrofe humanitária. É deixar os bancos colapsarem e pagar parte do prejuízo – não veremos um chavo. Mas o “não” do referendo não criou esse risco, confrontou a Europa com ele. Os gregos já estavam feridos pela seta, no referendo escolheram o risco de empurrá-la pela barriga adentro para que saia pelas costas. Mas quem quis matar politicamente Alexis Tsipras revigorou-o. Queriam um sonâmbulo, saiu-lhes um funâmbulo, um político meio doido que faz o inesperado e, podendo estatelar-se, salta. Basta que o BCE deixe de apoiar e a ruína chega em poucas horas.

Os gregos sabem-no, o seu voto no “não” foi esclarecido, não foi desesperado. Os bancos estão literalmente sem dinheiro. Se o BCE retira o apoio, faltará o dinheiro e sem dinheiro…

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KARL, MANDA O CHANEL NOIR

A Estátua de Sal

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 04/07/2015)

Clara Ferreira Alves                Clara Ferreira Alves

(Nota: Apesar das ações dos agentes, individualmente considerados, não serem explicação suficiente para o curso da História, também não há explicação desta que possam ignorar a importância de algumas personagens. E, neste sentido, este texto é notável por prefigurar arquétipos comportamentais diversos que determinarão, seguramente, o resultado do referendo grego de amanhã e do que se irá passar em consequência. Estátua de Sal.)

O problema dos gregos foi e será um bom tema para os profissionais do conselho, que têm várias soluções para a crise e orientações de voto

Toda a gente tem, tinha, teria, teve, terá, um conselho a dar aos gregos sobre como votar num referendo, incluindo os profissionais do conselho. Proponho uma grelha fixa de opção múltipla.

1) Sou um douto Prémio Nobel de Economia a atirar para o keynesiano e vivo em Manhattan que fica longe de Atenas. Sou pago a…

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A Grécia de joelhos e o mundo de pantanas

A Estátua de Sal

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 27/06/2015)

BOMBA

1 Alexis Tsipras vai engolir o cálice até à última gota. Forçado pelos credores a inventar mais 8000 milhões de euros entre o deve e o haver, ele escolheu o mesmo caminho que Vítor Gaspar escolheu há dois anos: matar a economia com impostos para salvar o Estado. Assim julga poder poupar os mais fracos entre os fracos e defender as suas últimas bandeiras. É caminho garantido para o desastre a prazo e, ironicamente, são os credores que agora põem objecções. Mas como a intenção primeira é humilhar o Governo grego, as objecções não obstam à imposição da subida do IVA nas ilhas (sabendo que a Grécia é um país de ilhas a que o Estado deve solidariedade), e para o escalão máximo na restauração e hotelaria (sabendo que a Grécia já quase só vive do turismo). Por uma ou outra via, o majestático…

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A Europa que nos envergonha

A Estátua de Sal

(José Pacheco Pereira, in Público, 27/06/2015)

Pacheco Pereira                Pacheco Pereira

Esta não é a Europa dos fundadores, é a Europa dos partidos mais conservadores, com os socialistas à arreata. Não terá um bom fim e, nessa altura, muita gente lembrará a Grécia.

Bater nos gregos tornou-se uma espécie de desporto nacional. Tem várias versões, uma é bater no Syriza, outra é bater nos gregos propriamente ditos e na Grécia como país. As duas coisas estão relacionadas, bate-se na Grécia porque o Syriza resultou num incómodo e, mesmo que o Syriza morda o pó das suas propostas, – que é o objectivo disto tudo, – o mal-estar que existe na Europa é uma pedra no orgulhoso caminho imperial do Partido Popular Europeu, partido de Merkel, Passos e Rajoy e nos socialistas colaboracionistas que são quase todos que os acolitam. É isto a que hoje se chama “Europa”.

Se não fosse sinal de…

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O discurso que Cavaco devia ter feito

BLASFÉMIAS

Sei que não devia ser eu a estar aqui. Contudo e já que tive a desfaçatez de me candidatar e os portugueses a sem razão de me escolherem vou fazer o meu último discurso como PR nesta data. Dentro de um ano espera-se que o país tenha voltado a ser o que deve ser.  Não interessam os números, não interessam os resultados. Interessam os símbolos. E Portugal tem simbolicamente  de ser o que é: um país em que a esquerda governa. Isso é natural. Isso é a República.

Pode Portugal ser algo fora disso? Pode. Mas para quê? Portugal não é um país para ser governado. Portugal é um pretexto para que bilhem aqueles a quem o poder naturalmente pertence. Para que aqueles em que encarnou a ética (republicana que só essa existe) ofusquem. Para que ele sejam. Portugal tem de voltar à sua gente. Essa gente a quem a…

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A JUSTIÇA ESTÁ AO NÍVEL DA “CASA DOS SEGREDOS”

A Estátua de Sal

A SÁBADO revela todos os pormenores e as intervenções mais marcantes de José Sócrates e do procurador Rosário Teixeira numa sessão gravada sob enorme tensão A SÁBADO revela todos os pormenores e as intervenções mais marcantes de José Sócrates e do procurador Rosário Teixeira numa sessão gravada sob enorme tensão

Desta vez passaram das marcas. A revista Sábado transcreve partes do último interrogatório a José Sócrates, supostamente confrontado com novos factos que a investigação terá obtido, porque terá tido acesso às gravações do próprio interrogatório.

Como as gravações só podem ter sido produzidas pelos representantes da Justiça, porque não é de crer que Sócrates possa ter acesso a gravador escondido dentro das botas que lhe quiseram tirar, não há dúvida que o segredo de justiça é um segredo de polichinelo ao nível da Casa dos Segredos para voyeurs sôfregos e ávidos de escândalos e vícios.

É isto o “normal funcionamento das instituições democráticas” que está previsto na Constituição e que o Presidente da República jura preservar e defender quando é eleito? Não, o normal funcionamento…

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Porque Sócrates não verga

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 09/06/2015)

         Daniel Oliveira                          Daniel Oliveira

Perigo de fuga não há. Disso já falou quem tinha de falar. Continuação da atividade criminosa, não vejo como, quando aquilo de que se fala é de corrupção e José Sócrates não ocupa qualquer cargo que lhe permita ser corrompido. Por fim, não vejo em que é que uma pulseira eletrónica pode evitar que perturbe o processo. Assim, a tentativa de pôr Sócrates em prisão domiciliária com pulseira eletrónica é difícil de defender.

Quando, meio ano depois, continua a não haver qualquer acusação, é difícil manter a prisão preventiva, em casa ou na prisão. Porque Sócrates é inocente? A prisão preventiva, fora ou dentro de casa, não tem nada a ver com a culpabilidade ou inocência. Tem a ver com os três motivos explicitados na lei que muito dificilmente podem continuar a ser sustentados neste caso.

QUEM, AO FIM DE MEIO…

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