Sociedade doente

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Correio da Manhã, 04/03/2016)

bb1 Baptista Bastos

Perdeu-se noção da responsabilidade numa época que se devora a si mesma, sem nada oferecer em troca.

Um procurador da República está detido por suspeita de corrupção. Até ser acusado, se o for, é inocente. No entanto, a situação assume extrema gravidade, e enodoa um alto funcionário do Estado, ao mesmo tempo que alarga a mancha de dúvidas sobre as instituições, já atingidas, moral e juridicamente, por inúmeros casos sórdidos.

A mentira, a aldrabice, o cambalacho constituem a carta de alforria de uma sociedade que este ‘sistema’ corroeu até à medula. Anteontem, o Dr. Passos, com a desfaçatez que se lhe reconhece, disse, numa escola da Amadora, nunca “ter convidado os portugueses a emigrar”. E acrescentou: “Mas a emigração pode ser a última alternativa ao desemprego.” Mentir é ultrajante; mentir aos miúdos é pecado venial. Atribuam, os meus dilectos, ao Dr…

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O desmantelamento do euro avança na Finlândia – por Laurent Herblay

A Viagem dos Argonautas

Falareconomia1

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

O desmantelamento do euro avança na Finlândia

Laurent Herblay (son site)

Decididamente, a UE e o euro não são mais do que castelos de cartas. Enquanto que Londres prepara um referendo sobre a saída da máquina europeia, na Finlândia, na qual um dos seus ministros já tinha indicado em 2012 que o país “não se agarrará ao euro a qualquer preço”, põe-se de novo a questão de estar ou não no euro.

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As razões das dúvidas de Helsínquia

A priori, é surpreendente que a Finlândia se interrogue se não será mais interessante abandonar o euro. Com efeito, eis um pequeno país, vizinho da Rússia e sensível à sua área de influência, que põe em questão a sua pertença a um clube mais povoado e mais rico que o seu incómodo vizinho. Vejam como tudo isto diz muito sobre todos os problemas que põe…

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A bastonária que se armou em Donald Trump

Farrusco

As coisas já não nos chegam cá com o efeito tardio com que o Sud-Express obrigava Eça a esperar pelas novidades de Paris. Das Américas, Trump diz coisas da boca para fora e logo, por cá, a bastonária dos Enfermeiros decide entrar numa discussão delicada, a eutanásia, sem o bastão da autoridade, mas o cajado.

Empossada bastonária em janeiro, Ana Rita Cavaco deu uma entrevista à Rádio Renascença, no sábado. Falando da eutanásia, diz que sabe de casos: “(…) houve médicos que sugeriram…” Depois, disse: “(…) quem nos está a ouvir e trabalha no Serviço Nacional de Saúde sabe que estas coisas acontecem.” E, enfim, desdiz-se: “Eu não estou a dizer que as pessoas o fazem, estou a dizer é que temos que falar sobre elas.”

Afinal, as novidades já nos chegam de imediato, mas temperadas à moda branda que é tão nossa. Entre nós, até o cajado é dúbio.

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O cartaz, o Alentejo e a estupidez

Farrusco

O que é que o cartaz do BE e as considerações sobre o Alentejo que Henrique Raposo faz têm em comum?

Falam ambos do que nao conhecem, sao estupidos e parvos.

Mas o que mais me espantou hoje foi ver gente irritada com os críticos do cartaz, porque segundo eles é uma questão de liberdade de expressão, como se a mesma liberdade de expressão que permite o cartaz já nao seja valida para quem critica.

Mas ver alguns destes defensores da liberdade de expressão assinar petições defendendo a proibição da publicação do livro do Henrique Raposo foi algo de absolutamente surreal.

Sera caso para dizer: “A estupidez parece que é contagiante”!.

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A crise da social-democracia

A Estátua de Sal

(Manuel Loff, in Público, 27/02/2016)

loff                Manuel Loff

A tão discutida crise da social-democracia (SD) – não, não estou a falar da que Passos Coelho redescobriu há dias… – observa-se hoje, a partir de Portugal, com uma experiência de governo tão original quanto a atual, de forma substancialmente diferente da visão desoladora com que ela emerge à escala internacional.

Depois da sua viragem ideológica dos anos 80 no sentido de um social-liberalismo (liberal na economia e nos costumes, social na preservação de políticas de redistribuição desde que não ponham em causa a recomposição do capitalismo internacional em nome da competitividade), a SD perdeu uma grande parte da sua capacidade de representação política, sobretudo entre os que dependem de um salário e os setores sociais que, avessos a mudanças estruturais do capitalismo, não deixam de acreditar na função reguladora das políticas sociais.

Há duas teses sobre a crise da SD. Há os…

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A series of fortunate events

A Estátua de Sal

(João Quadros, in Jornal de Negócios, 26/02/2016)

quadros João Quadros

O OE 2016 foi, finalmente, aprovado. Pela primeira vez na democracia portuguesa, um OE foi aprovado com os votos favoráveis do PCP, BE e PEV. A geringonça ganhou o Paris-Dakar.


O PAN absteve-se (mas propõe alterações em reunião com PS na quarta-feira) – foi uma abstenção canina. Fez-se história no Parlamento, esperemos que tenha um final feliz.

Após a aprovação do OE, os juros de Portugal caíram em todas as maturidades. E isto tudo sem usar o PIN de Portugal. Se o PSD e o CDS têm votado a favor, estávamos com juros negativos, abaixo da Alemanha. Espero, ardentemente, uma metáfora de Cristas sobre juros que descem após aprovação de OE chumbado pelo seu partido. Qualquer coisa como “a geringonça fez chover de baixo para cima”.

Num momento histórico para a esquerda, não podiam faltar as citações de cantores revolucionários como…

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A estupidez não é de esquerda nem de direita

Farrusco

Socorro-me do Sérgio Godinho para constatar que, de facto, há dias de manhã em que um homem à tarde não pode sair à noite nem voltar de madrugada. Ontem, para o Bloco de Esquerda, foi um desses dias. O cartaz – parece que agora não passará de um post na internet – que pretende celebrar o fim da descriminação com a promulgação da lei da adoção é, não há outro modo de o classificar, uma estupidez a vários níveis. Desde logo porque reacende desnecessariamente uma discussão que estava arrumada, e bem arrumada, como ganho de civilização. O fim das barreiras à adoção com base na sexualidade dos adotantes é uma vitória e um marco na nossa evolução que deve ser festejado. O problema é quando se transforma a celebração legítima em ato gratuito de provocação e de pirraça mesquinha. E foi isso que fez o Bloco, entregou de bandeja aos…

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