A morte de BB, aquele que sabia bem onde estava no 25 de Abril

A Estátua de Sal

bbmorte

Durante meses publiquei as crónicas de Baptista Bastos do Jornal de Negócios e também do Correio da Manhã, sempre que conseguia ultrapassar a aversão de visitar este último.

Baptista Bastos era senhor de uma prosa magnífica e de um refinado domínio da palavra, um português sempre cerimonial mesmo quando escrevia sobre casos simples, da vida dos mais simples, mas que nunca eram pequenos casos porque se transformavam em grandes paradigmas quando tratados pela sua pena.  É sempre com mágoa que vemos partir um viciado da liberdade, um lutador pela democracia, um artífice da palavra e do verbo a servir a liberdade e a democracia.

Que fiques entre flores, Baptista Bastos, para todo o sempre. Qual Cão Velho entre flores, como intitulaste um dos  teus mais emblemáticos romances que nos deixas.

Estátua de Sal, 09/05/2017


(In Diário de Notícias, 09/05/2017)

1934-2017. Conhecido como colunista nos últimos anos, começou na António Arroio pois queria…

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