Sempre livre como um pássaro

A Estátua de Sal

(António Costa, in Diário de Notícias, 08/01/2017)

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Nota prévia. Mais um texto sobre Mário Soares. Eu sei que a vida continua. Amanhã iremos acordar, engolir o frio e rumar ao emprego, os que o tiverem. Eu sei que a morte é um desenlace inevitável e sem hora marcada, ou pelo menos não sabida. Tudo passa por nós e nós passamos pelos que nos hão-de chorar e também por aqueles nos irão denegrir até eles próprios se passarem.

Mas hoje ainda é tempo para interregno sobre o que continua, pelo menos no espaço das notícias e da nossa atenção. Hoje mesmo mais mortes se perfilaram de gente boa. A morte é democrática na sua essência incontornável. Leva os bons e os maus. Os ricos e os pobres. Os felizes e os infelizes, os amigos e os inimigos. Nós, contrariamente, raramente somos equidistantes. Choramos os bons e os nossos amigos. Praguejamos contra os…

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