Emérito Coelho

A Estátua de Sal

(João Quadros, in Jornal de Negócios, 04/03/2016)

quadros  João Quadros

Em tempos, Santana Lopes, após ser PM, quando lhe perguntaram o que ia fazer, disse: vou andar por aí. Passos decidiu que, depois de ser PM, ia andar por todo o lado.


Passos faz inaugurações, visita escolas, fábricas e exposições. O mesmo Passos que desapareceu dos cartazes de campanha nas legislativas, agora, é omnipresente. No fundo, Passos ainda se julga PM. O ex-primeiro-ministro parece a ex-namorada que ainda continua a ir visitar os “sogros”. O pin de Portugal é o sinal do seu estado de loucura – acabou, filha, desanda.

Passos vai ter de ser operado para remover o pin de Portugal. O uso do pin, com a nossa bandeira, tornou-se uma teimosia. Quanto mais insistirmos que é ridículo usar aquilo, mais ele o vai usar. Quem tem filhos adolescentes, sabe do que estou a falar. Aposto que o ex-PM nem…

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Sociedade doente

A Estátua de Sal

(Baptista Bastos, in Correio da Manhã, 04/03/2016)

bb1 Baptista Bastos

Perdeu-se noção da responsabilidade numa época que se devora a si mesma, sem nada oferecer em troca.

Um procurador da República está detido por suspeita de corrupção. Até ser acusado, se o for, é inocente. No entanto, a situação assume extrema gravidade, e enodoa um alto funcionário do Estado, ao mesmo tempo que alarga a mancha de dúvidas sobre as instituições, já atingidas, moral e juridicamente, por inúmeros casos sórdidos.

A mentira, a aldrabice, o cambalacho constituem a carta de alforria de uma sociedade que este ‘sistema’ corroeu até à medula. Anteontem, o Dr. Passos, com a desfaçatez que se lhe reconhece, disse, numa escola da Amadora, nunca “ter convidado os portugueses a emigrar”. E acrescentou: “Mas a emigração pode ser a última alternativa ao desemprego.” Mentir é ultrajante; mentir aos miúdos é pecado venial. Atribuam, os meus dilectos, ao Dr…

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O desmantelamento do euro avança na Finlândia – por Laurent Herblay

A Viagem dos Argonautas

Falareconomia1

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

O desmantelamento do euro avança na Finlândia

Laurent Herblay (son site)

Decididamente, a UE e o euro não são mais do que castelos de cartas. Enquanto que Londres prepara um referendo sobre a saída da máquina europeia, na Finlândia, na qual um dos seus ministros já tinha indicado em 2012 que o país “não se agarrará ao euro a qualquer preço”, põe-se de novo a questão de estar ou não no euro.

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As razões das dúvidas de Helsínquia

A priori, é surpreendente que a Finlândia se interrogue se não será mais interessante abandonar o euro. Com efeito, eis um pequeno país, vizinho da Rússia e sensível à sua área de influência, que põe em questão a sua pertença a um clube mais povoado e mais rico que o seu incómodo vizinho. Vejam como tudo isto diz muito sobre todos os problemas que põe…

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A bastonária que se armou em Donald Trump

Farrusco

As coisas já não nos chegam cá com o efeito tardio com que o Sud-Express obrigava Eça a esperar pelas novidades de Paris. Das Américas, Trump diz coisas da boca para fora e logo, por cá, a bastonária dos Enfermeiros decide entrar numa discussão delicada, a eutanásia, sem o bastão da autoridade, mas o cajado.

Empossada bastonária em janeiro, Ana Rita Cavaco deu uma entrevista à Rádio Renascença, no sábado. Falando da eutanásia, diz que sabe de casos: “(…) houve médicos que sugeriram…” Depois, disse: “(…) quem nos está a ouvir e trabalha no Serviço Nacional de Saúde sabe que estas coisas acontecem.” E, enfim, desdiz-se: “Eu não estou a dizer que as pessoas o fazem, estou a dizer é que temos que falar sobre elas.”

Afinal, as novidades já nos chegam de imediato, mas temperadas à moda branda que é tão nossa. Entre nós, até o cajado é dúbio.

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O cartaz, o Alentejo e a estupidez

Farrusco

O que é que o cartaz do BE e as considerações sobre o Alentejo que Henrique Raposo faz têm em comum?

Falam ambos do que nao conhecem, sao estupidos e parvos.

Mas o que mais me espantou hoje foi ver gente irritada com os críticos do cartaz, porque segundo eles é uma questão de liberdade de expressão, como se a mesma liberdade de expressão que permite o cartaz já nao seja valida para quem critica.

Mas ver alguns destes defensores da liberdade de expressão assinar petições defendendo a proibição da publicação do livro do Henrique Raposo foi algo de absolutamente surreal.

Sera caso para dizer: “A estupidez parece que é contagiante”!.

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